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Dicas de Espanhol para o
vestibular
Com a aceitação cada vez
maior da Língua Espanhola como opção – à língua inglesa – em vestibulares por
todo o país – é claro, você não precisa se preocupar se já fez ou faz um
curso de inglês – em Natal até no Rio Grande do Sul, as provas de língua
estrangeira ficaram muito menos ameaçadoras aos candidatos. Como os
vestibulares de todo o país estão cada vez mais se inspirando no ENEM e
baseando suas provas na interpretação de textos e levando em conta que a
língua espanhola é muito mais semelhante ao português do que a língua inglesa,
será muito mais fácil para os vestibulando entender os textos e responder as
questões - mesmo que o vestibulando jamais tenha estudado espanhol, por não
gostar ou por ter estudado em colégio de freiras e ter sido obrigado a fazer
um
curso de francês, em Goiânia, em São Paulo ou em qualquer lugar e para
qualquer universidade para qual preste o exame vestibular.
Contudo, embora a
semelhança com a língua portuguesa seja uma vantagem, também pode ser
revertida contra o vestibulando, já que os avaliadores podem tentar construir
uma prova que vise pegar os fluentes em “portunhol”. Portanto, seguem algumas
dicas para a interpretação de textos nas provas dos vestibulares:
Cuidado com os héteros: Os
heterossemânticos (também conhecidos como falsos amigos ou falsos cognatos)
são o expediente mais utilizado para pegar os falantes do “portunhol”. São
aquelas palavras que parecem, mas não são. Alguns deles são clássicos (pelado
– careca), outros sábios (esposa – algemas) e outros só confundem mesmo
(experto – perito). De qualquer forma, procure um material de referência e
decore aqueles que você acha que podem “pegá-lo” com maior facilidade. Existem
também os heterogênericos, palavras que são masculinas em português, mas
femininas em espanhol ou vice-versa. Convém dar aquela espiadinha em manuais
de referência rápida antes de partir para prova.
Uma andorinha não faz
verão: Esta dica vale para a interpretação de texto em todas as línguas.
Lembre-se que a palavra não é a UNIDADE de sentido e sim a proposição (aquilo
que é dito ou que se pretende dizer em uma sentença). Quase todas as palavras
têm mais de um significado ou podem ser usadas de forma diferente em
proposições diferentes, por isso, nunca considere uma palavra isolada, mas
sempre no contexto.
Atenção especial às
conjunções: Outra dica que vale para todas as línguas. As conjunções sempre
são as palavras mais difíceis de serem decoradas, mas são elas que fazem o
“meio-de-campo” do texto. Logo, podem ser usadas como “guia geral”,
indicando-lhe o que esperar do restante da frase. Elas são a linha que costura
o texto e compõe a tal da coesão textual que você tanto procura em suas
redações. Memorize-as!
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