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Garoto de 8 anos passa no vestibular para o curso de Direito

 

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O estudante João Victor Portellinha de Oliveira, de apenas 8 anos, prestou vestibular para o curso de Direito da Universidade Paulista (Unip) e foi aprovado. 
Apesar da pouca idade e de ainda cursar o 5º ano do ensino fundamental (no Colégio Imaculada Conceição), ele não teve dificuldade para realizar a prova. 

Fez a inscrição para o vestibular agendado no último dia 28 e, no dia seguinte, de posse do documento de identidade, compareceu à faculdade para a seleção. 
Soube que foi aprovado na segunda-feira e, mesmo sem a certeza de que poderá freqüentar as aulas, seus pais pagaram a matrícula no valor de R$ 506,85 e pretendem, ainda hoje, concretizar a inscrição junto à instituição de ensino.

Em nota, a Unip informa que João Victor participou do processo seletivo na condição de “treineiro”. Levando em consideração a idade do garoto e sua escolaridade, elogiou seu desempenho na prova, principalmente na de redação. 

Declarou ainda que “este fato o torna merecedor de um acompanhamento especial em seus estudos”. Questionada sobre o fato de a matrícula já ter sido paga, a diretoria da instituição de ensino em São Paulo acrescenta que o boleto de pagamento foi adquirido pela internet e a matrícula só se concretiza com a entrega dos documentos na Universidade. 
E que o fato de João Victor não ter o ensino médio completo o impede de freqüentar o curso.

A mãe do garoto, a arquiteta Maristela Martins Portellinha, diz que ele realizou a prova como qualquer outro vestibulando, sem ter escolhido a opção de “treineiro”, como afirma a universidade e que, por isso, sua intenção é ingressar no curso. 

Diante da afirmação de que João Victor não poderá concretizar a matrícula, ela diz que, caso as partes não cheguem a um consenso, a família vai tomar as medidas cabíveis para resolver o impasse, o que inclui, possivelmente, uma medida judicial. 

Também em nota, o Conselho Estadual de Educação adverte que o garoto não pode ser matriculado em uma instituição de ensino superior. 
Isso porque a Lei de Diretrizes de Base da Educação, em seu o artigo 44, inciso II, é clara ao dizer que para cursar o ensino superior é preciso que a pessoa tenha concluído o ensino médio e ser classificada em processo seletivo.

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás (OAB-GO) diz que o fato de um menino de 8 anos ter sido aprovado no vestibular para Direito materializa o alerta que o órgão tem feito sobre a mercantilização do ensino jurídico. 

Em nota, informa que defende maior rigor na fiscalização por parte do Ministério da Educação. 
Diz ainda que, se o caso for comprovado, a instituição deve sofrer imediata intervenção do MEC para que seja verificado se casos semelhantes ocorrem com freqüência e em que circunstância o episódio ocorreu e se dispõe a acompanhar o caso.

SONHO DE SER JUIZ QUANDO CRESCER

O sonho de se tornar juiz federal foi o que motivou o estudante João Victor a prestar vestibular para o curso. “Quero ser juiz, mas também posso usar o Direito se escolher outra profissão. Acho que esse curso é a base para todos os outros”, diz. 

Ele conta que questionou seu pai, o empresário Willian Ribeiro, sobre como se inscrever para a seleção. 
Ciente de que poderia agendar a prova pela internet, o próprio garoto fez sua inscrição. Relata que, no dia do exame, feito pelo computador em uma sala da universidade, estava tranqüilo e que achou as 25 questões de múltipla escolha “relativamente fáceis”. 

João Victor, que gosta de ler histórias de investigação, revela que se preparou durante uma semana para a prova, pois não tinha conhecimentos de física e química.

A mãe diz que João Victor é uma criança como qualquer outra de sua idade, mas que sempre se interessou por assuntos discutidos por adultos. 
Mesmo com a polêmica diante da aprovação do filho, Maristela diz que vê a situação pelo lado de o menino ter a oportunidade de adquirir novos conhecimentos. 

“Foi uma surpresa e um momento muito feliz para nós. A princípio, disse para ele não criar expectativas, que poderia não dar certo, mas a aprovação trouxe muita felicidade para todos. 
Nossa intenção é que ele consiga trilhar o caminho que está buscando”, acrescenta. 

Caso consigam efetuar a matrícula, os pais do menino informam que ele deve cursar Direito pela manhã e terminar os estudos no período da tarde.

Por: Wanessa Rodrigues - Jornal Hoje - Goiânia 

 

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