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Biografia dos autores das principais leituras do Vestibular

 
Biografia de Vinicius de Moraes

 

Vinicius de Moraes

Poeta e compositor brasileiro, Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes nasceu na Gávea, Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1913. Ainda no colégio, começou a compor com os amigos Paulo e Haroldo Tapajós, e juntos tocavam em festinhas. 

Formou-se em Direito em 1933 e fez letra para dez músicas que foram gravadas, nove delas parcerias com os irmãos Tapajós. Ainda em 1933 publicou seu primeiro livro de poemas, “O Caminho para a Distância”. Amigo de Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade, publicou outros livros de poemas na década de 30. Passou algum tempo estudando inglês na Universidade de Oxford em 1938, como bolsista.

Com a eclosão da segunda guerra mundial, regressa ao Brasil. Casara-se, entretanto, por procuração. Dedica-se ao jornalismo em 1941, como crítico cinematográfico do jornal “A Manhã”. Dois anos depois foi aprovado para o Itamaraty e seguiu a carreira diplomática, partindo em 1946 para Los Angeles como vice-cônsul. Vinicius foi um apaixonado pela sétima arte. Participou na fundação da revista Filme em 1947 e manteve contatos com Orson Welles, Walt Disney e Gregg Toland. 

Vem à Europa em 1952 com o objetivo de estudar a organização dos festivais de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, tendo em vista a realização do festival de cinema em São Paulo. 
Um ano mais tarde, surge a edição francesa das Cinco Elegias. Ainda no mesmo ano, fixa-se em Paris, ocupando o cargo de segundo-secretário da embaixada. 

Como diplomata morou nos Estados Unidos, França, Uruguai. Em 1954 inicia-se como teatrólogo, escrevendo a peça “Orfeu da Conceição”, que mais tarde virou o filme “Orfeu do Carnaval”, dirigido pelo francês Marcel Camus. 

Sua carreira como músico é impulsionada a partir das décadas de 50 e 60, quando conhece alguns de seus parceiros, como Tom Jobim, Antônio Maria, Edu Lobo, Carlos Lyra, Baden Powell. 

Juntamente com o compositor Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) e o cantor João Gilberto, Vinicius tem um papel importante no movimento de renovação da música popular brasileira, a que se deu o nome de Bossa Nova.
Em 1957 passa a fazer parte da delegação do Brasil na UNESCO. No mesmo ano é publicado o Livro de Sonetos. Um ano depois é editado o disco Canção do Amor Demais. Em 1959, novo êxito com Por Toda a Minha Vida.

Orfeu Negro aparece em edição italiana em 1961. No ano seguinte, Vinicius publica um livro de crônicas e poemas: Para Viver Um Grande Amor. 

O primeiro grande show em que se apresenta, na boate Au Bon Gourmet, em 1962, ao lado Tom Jobim e João Gilberto, o liga permanentemente ao mundo da música popular e aos palcos. 

Entre 1963 e 1964 vive novamente em Paris. No regresso, passa a escrever para o semanário Fatos e Fotos. Seu elo com a bossa nova é muito importante. 

Fez letras para algumas das músicas mais importantes do movimento, como “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Eu Sei que Vou Te Amar”, “Amor em Paz”, “Insensatez”, “Se Todos Fosse Iguais a Você” (todas com Tom Jobim), “Minha Namorada”, “Coisa Mais Linda”, “Você e Eu” (com Carlos Lyra). 

É também em 1962 que conhece Baden Powell, com quem comporia músicas de temática afastada da bossa nova, como os afro-sambas (“Canto de Ossanha”, “Canto de Xangô”, “Samba de Oxossi”) e outros sambas (“Samba em Prelúdio”, “Samba da Bênção”, “Formosa”, “Apelo”, “Berimbau”). Em 1965, num show na boate Zum Zum, lançou o Quarteto em Cy, de quem se tornou padrinho. No mesmo ano, “Arrastão”, sua parceria com Edu Lobo, defendida por Elis Regina, é a vencedora do Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, em São Paulo. O segundo lugar também é de Vinicius: “Valsa do Amor que Não Vem”, parceria com Baden interpretada por Elizeth. Após a promulgação do AI-5, em 1968, Vinicius é aposentado compulsoriamente da carreira diplomática. 

A partir de então passa a se dedicar à vida artística. Faz shows em Portugal, Argentina, Uruguai, acompanhado de Nara Leão, Maria Creuza, Toquinho, Oscar Castro Neves, Quarteto em Cy, Baden Powell, Chico Buarque. O ano de 1969 é para Vinicius o “ano Português”. Lisboa recebe-o entusiasticamente, aplaudindo-o com o máximo calor. 

Nos anos 70 incrementa a parceria com Toquinho: “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Maria Vai com as Outras”, “A Tonga da Mironga do Kabuletê” são algumas músicas da dupla. 

Muitos discos foram lançados na década de 70 com composições ou interpretações suas. Um dos mais importantes é “Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha”, gravado ao vivo no Canecão (Rio), em um espetáculo que ficou quase um ano em cartaz no Rio e seguiu para outras cidades da América do Sul e Europa. 

Apesar do sucesso com a música popular, Vinicius não abandonou a poesia, tendo inclusive gravado discos em que recita suas obras. 

Como escritor, lançou diversos livros de poemas, como "O Caminho para a Distância" (1933), "Forma e Exegese" (1935), "Ariana, a Mulher" (1936), "Cinco Elegias" (1943), "Poemas, Sonetos e Baladas" (1946), "Para Viver um Grande Amor- Prosa e Poesia" (1965), e "Para uma menina com uma flor" (1966), em prosa. 

Vinicius morreu aos 66 anos, no dia 9 de julho de 1980, em sua casa na Guanabara, no Rio de Janeiro. 

Mesmo depois de sua morte diversos shows-tributo foram apresentados, ao longo dos anos, assim como coletâneas e biografias.

 

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