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Lago Vostok
Em 1999 foi noticiada a sensacional descoberta de um imenso lago oculto nas profundezas da calota polar Antártica. O corpo d'água fica bem abaixo da estação experimental russa Vostok e por causa disso foi batizado com o mesmo nome.
Estima-se que tem 914 m de profundidade, 225 m de extensão e 48 m de largura. Possui fontes hidrotermais que mantém a temperatura entre 10 e 18 C.O achado deixou os cientistas extasiados já que o lago esteve isolado sob a densa camada de gelo por uns 35 milhões de anos e certamente deve preservar
antiqüíssimos microorganismos e importantíssimos para o eventual desenvolvimento de novos antibióticos e enzimas.
O lago também poderá ajudar os bioastrônomos em inferências sobre as possibilidades de vida extraterrestre em Europa, uma das luas de Júpiter, e em outros mundos distantes.
Para tanto foram iniciadas perfurações sistemáticas para extração de amostras de gelo em profundidades de centenas de metros, mas a sondagem foi interrompida para evitar a contaminação do local.
Várias amostras de microorganismos foram obtidas, correspondendo a uma história biológica de 400000 anos.
O mais curioso foi a descoberta de uma inesperada "anomalia magnética" na extremidade norte do lago. Magnetômetros que produziram o imageamento da área por ressonância magnética registraram 1000 nanoteslas além dos 60000 nanoteslas que normalmente caracterizam a Estação Vostok, "o lugar mais frio do
mundo".
Era esperado um aumento entre 500 e 600 nanoteslas em regiões com material vulcânico mas segundo Michael Studinger, a anomalia é grande demais e se restringe a uma área de apenas 104 x 74 km2, o que é difícil de explicar.
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