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O raio x da desigualdade social
No Brasil, os 10% mais ricos detêm 50% da renda nacional; os 50% mais pobres ficam apenas com 14% da renda do país. A distribuição de renda é definida como a partilha do dinheiro e dos demais rendimentos obtidos na produção de bens e serviços pelos vários segmentos sociais de um determinado país.
Em 2002, apenas três países (Serra Leoa, República Centro-Africana e Suazilândia, todos na África) tinham um quadro social pior que o brasileiro. A desigualdade da distribuição de renda no Brasil tem raízes históricas.
Desde a época colonial, o monopólio da terra por uma elite de latifundiários e o regime escravista serviram de base para estabelecer uma rígida diferenciação social. A escravidão no país foi extinta tardiamente em relação a outros países.
Quando ela terminou de fato, em 1888, a falta de escravos levou o governo a estimular a vinda de imigrantes europeus como mão-de-obra assalariada. Os trabalhadores assalariados, no entanto, foram obrigados a estabelecer relações de dependência econômica com os proprietários: tinham de quitar os custos da própria imigração, se abasteciam nos armazéns da fazenda e endividavam-se.
O fim da escravidão e a chegada de imigrantes assalariados não aboliram o monopólio da terra.
A concentração da riqueza continuou. Apenas a partir de 1920, a economia brasileira sofreu a primeira mudança significativa, com a urbanização e industrialização do estado de São Paulo.
Veja alguns números:
- Há no Brasil 5 milhões de famílias que esperam por um pedaço de terra
- 42% dos municípios brasileiros possuem alto índice de exclusão; a grande maioria deles está (86%) nas regiões Norte e Nordeste
Outros aspectos da questão:
- A reforma agrária
- Os baixos salários
- As políticas sociais do governo
Autor: supervestibular
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