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Apresentação da
Redação
Sua redação não deve e não
precisa de penduricalhos, faça-a o mais simples possível.
5.1) Título: Centralize-o. Entre o título e o texto deixe uma ou duas linhas.
Use o ponto final caso o título seja uma frase. Evite título com apenas uma
palavra (ex. O adolescente, A crise...) Procure utilizar no título a mesma
letra do corpo de sua redação. Pode-se grafar o título das seguintes maneiras:
Festa na Aldeia Global
O mundo Cão da TV Brasileira
ou
Festa na aldeia global
O mundo cão na tv brasileira (não precisa grifar)
5.2) Parágrafos: devem adentrar a linha dois centímetros e iniciar sempre à
mesma altura. O número de parágrafos varia de acordo com a extensão da
redação. Procure fazer o mínimo de três parágrafos; o máximo dependerá do
número de linhas pedidas. Não faça parágrafos muito extensos para evitar
mistura de idéias. Apenas o primeiro parágrafo pode ser constituído de um
período.
5.3) Rasuras: redação bem apresentável não deve conter rasuras, para isso você
receberá um rascunho. Não rabisque e principalmente não use corretivos. Caso
erre no original passe apenas um traço sobre a palavra errada errada. Não
assine seu texto, mesmo que ele se pareça com uma obra de arte.
5.4) Letra: poderá ser letra cursiva ou de forma, neste último caso, desde que
fique bem clara a diferença entre iniciais maiúsculas e minúsculas. A
legibilidade do texto é de extrema importância, o examinador não é um Sherlock
Homes para tentar decifrar o enigma da caligrafia. Caderno de caligrafia não é
só para crianças, treine.
5.5) Correção: o texto estará correto se seguir as normas da Gramática. Se
você as acha “chatas”, cuidado, pois agora elas poderão jogar sua nota em
redação no lixo. Não aprendemos Gramática apenas para satisfazer ao professor
de português. Aprendemos para aplicá-las em nossas atividades redacionais.
Portanto, fique atento:
a. Concordância: verifique se o sujeito está concordando com o verbo, ou se
adjetivos e substantivos concordam entre si. Cuido com os advérbios, pois eles
não variam (Maria está meia triste ou meio triste? Use o segundo). Períodos
longos quase sempre dificultam a concordância como também a ordem inversa de
frases, por isso reduza-os e escreva de forma simples.
b. Regência: cuidado com os verbos de regência mais complicada, principalmente
aqueles que mudam de significado quando TD ou TI [Assisti ao filme (ver – VTI)
– Assisti o doente (ajudar – VTD)]. Lembre também que o LHE(s) sempre será OI
e O(s), A(s) sempre OD.
c. Colocação pronominal: Não é tão condenável, mas há casos exagerados do uso
brasileiro que precisam ser evitados: iniciar frases com pronome oblíquo – Me
disseram que você viria -. Frases em que aparecem antes do verbo palavras
negativas, pronomes indefinidos e relativos, advérbios, conjunções, essas
atraem o pronome oblíquo para antes do verbo. É condenável o uso de pronome
oblíquo depois do verbo particípio – Vocês tinham desgastado-se muito – o
correto é tinham se desgastado -.
d. Grafia: erro ortográfico não é aceitável. Não faça como esse exemplo: “a
palavra se escreve com i de ´iscola´”. Se tiver dúvida em alguma palavra
troque por outra de mesmo sentido. fique atento á acentuação gráfica.
e. Cuidado com a ambigüidade: “Doutor a paciente está aqui com a sua mãe” (mãe
de quem? Do médico ou da paciente).
f. Cuidado com pleonasmos: “check-up geral, mergulhar dentro d´água, entrar
para dentro...” Esse uso quase sempre faz sua nota “descer para baixo”.
g. Cuidado com cacófatos: “nosso hino é lindo; entregue um por cada” (a turma
do chiqueiro agradece, mas o examinador!), “Espero que o governo nunca gaste
mais que arrecadar” (governo que gasta mais do que arrecada faz o que insinua
o cacófato), “Fez por razões que desconheço” (Que grosseria! Para que esse
palavrão?).
h. Evite clichês: “Atualmente, nos dias de hoje” (são quase sempre
dispensáveis); “estamos desnorteados, sem rumo” (sua redação! Sem
comentários.); “entregar-se nas mãos de Deus” (aproveite e entregue sua
redação a Ele); ”duas faces de uma mesma moeda” (compro sua redação, mas com
uma moeda de um centavo).
i. Clareza: seu texto deve ser compreensível: lembre-se que você não está ao
lado do examinador para explicar o que você queria dizer. Utilize frases
curtas. Não seja esnobe empregando palavras “difíceis”, o uso de vocabulário
simples, porém culto, evita o risco do seu texto não ser compreendido.
j. Concisão: é a qualidade de expressar um fato, uma opinião com o menor
número possível de frases e palavras. Mas cuidado com o excesso de concisão,
pois pode acarretar em obscuridade. No trecho abaixo as palavras grifadas são
dispensáveis:
“Há algumas ocasiões em que é melhor ficar calado do que falar besteira. Eu
posso contar um caso recente que me aconteceu há pouco. Eu saí de casa rumo ao
bar para beber alguma coisa. Percebam vocês que não tinha nada planejado,
apenas queria beber um pouco e ficar a observar os habitantes da noite, os
boêmios. Foi então que algo totalmente inesperado aconteceu...”
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