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A Palavra da comunicação
Quando lemos um jornal, não paramos nas palavras para saber se são bonitas, precisas ou sugestivas; o assunto chega ao nosso conhecimento numa relação imediata.
O texto informativo é compacto, nós o percebemos como um todo, junto com a idéia.
Isto porque a linguagem cotidiana é automática. Da mesma maneira que não pensamos na perna que devemos movimentar cada vez que damos um passo, não escolhemos a palavra na hora de falar.
O movimento das pernas já é "conhecido" do cérebro, e se realiza sem que precisemos conscientizá-lo. Da mesma forma, o vocabulário da linguagem corrente é constituído de termos conhecidos.
Isto é que nos faz compreender imediatamente o que nos dizem, como se fôssemos direto à idéia e não houvesse a palavra entre a pessoa que fala e a que ouve.
O vocabulário corrente está longe de ser a maior parte do léxico. Há uma limitação, embora não haja estratificação.
Exceto de certas expressões que se desgastam com o uso excessivo, viram bagaço; ditas a todo momento, nada mais significam.
Por isso é que o redator-chefe de um jornal lembre aos focas que "nem toda chuva é torrencial, nem todos os lábios ficam entreabertos, não é todo mundo que se entrega de corpo e alma a determinada tarefa, nem todo olhar é penetrante, etc". É o lugar-comum.
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