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Escrever bem não é o que se pensa
Nem só escritores e jornalistas vivem de escrever. Nas repartições públicas, nos escritórios das empresas e nas escolas, há gente redigindo memorandos, cartas, pareceres, relatórios e redações.
A função desses textos é informar, comunicar ordens, obter respostas, orientar decisões, prestar contas.
Supõe-se, então, que duas devem ser suas qualidades: clareza e concisão, nomenclatura velha que traduzimos por objetividade e rapidez na comunicação.
Classificando com rigor, há dois tipos de redator: o que finca o lápis no papel (ou os dedos no teclado) e espera que o começo caia do teto, e o que "redige bem", na base de vocabulário aprendido em antologias ou fazendo pareceres mudando apenas os dados da "chapa".
Há também os que sabem escrever.
Os do bloco "o difícil é começar" pecam pela falta de organização do pensamento, decorrente do desábito de leitura e da ausência de preparação específica.
Os do outro grupo atrapalham o leitor, que necessita apenas de informação, por procurarem um estilo que os aproxime dos que eles consideram os bons autores.
Há diferença (bastante grande) entre língua literária e linguagem informativa.
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