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Jornal e comunicação burocrática
Parece-nos que a técnica de redação de jornal é aconselhável para as comunicações de serviço. Não há diferença da boa redação de uma noticia para a de um relatório.
O primeiro parágrafo de uma reportagem é um resumo conciso das principais informações, e procura responder ao maior número das perguntas: quê? quem? quando? onde? por quê? Os demais são ordenados conforme o interesse.
Nada de palavras difíceis ou adjetivos desnecessários. Melhor: todo o dispensável é abandonado.
Algumas palavras são verdadeiros tropeços. Cuidado com elas: possessivos,
demonstrativos, artigos, e as terminadas em — ão e —mente. O quê, pelo grande número de funções que desempenha, atravanca freqüentemente a frase.
Não é demais lembrar a vigilância sobre a repetição demasiada de palavras.
A frase ideal da comunicação é curta, incisiva, sem rodeios.
"No cemitério enterrei $189.000 - pagamento ao coveiro e conservação." Parece linguagem de relatório? Pois é. E de homem bastante sério, Graciliano Ramos, na prestação de contas que fez ao governador de Alagoas, quando o escritor era prefeito de Palmeira dos Índios.
Embora não se pretenda ensinar a redigir em dez lições sem mestre, as notinhas abaixo podem ajudar bastante.
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