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 Resumos >> Leitura obrigatória dos vestibulares!

Resumos das principais obras exigidas nos vestibulares de todo o Brasil!
Leia o livro pois nada substitui a leitura da íntegra do livro!

 
 Resumo de As Mentiras Que os Homens Contam de Luís Fernando Veríssimo
 
 

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As Mentiras Que os Homens Contam - Luís Fernando Veríssimo

"Querida, eu juro que não era eu."
Você leu o meu livro?
— Li. Uma beleza!"Não, não, eu estava passando por acaso. Você acha que eu fico rondando a sua casa o dia inteiro, é?"
Começa na infância. E a primeira vítima é a mãe. Depois vêm as namoradas, a esposa, a sogra, a amante, os amigos, o chefe. E se torna um comportamento compulsivo. 
Muitas vezes lançamos mão delas para evitar algum tipo de constrangimento ou para escapar de broncas, outras pela terrível necessidade de não magoar os outros, ou até mesmo por mera brincadeira.
Não tem como escapar — as mentiras vão sempre estar presentes no cotidiano do ser humano. E se muitas vezes são mentiras inocentes, sem maiores conseqüências, em outras situações elas assumem dimensões gravíssimas e podem levar a um desfecho trágico. 
Mas, quando se trata de histórias de Luis Fernando Veríssimo, é para deitar e rolar de rir desse arsenal de fraudes que utilizamos diariamente.
Filho de Érico Veríssimo, outro grande escritor, Luis Fernando é gaúcho de Porto Alegre e antes de ser escritor, aprendeu a tocar saxofone, estudando música quando ainda morava nos Estados Unidos. 
Começou a trabalhar como jornalista no jornal Zero Hora de Porto Alegre, em 1966. Tinha uma coluna diária no jornal, onde eram publicadas suas crônicas que tratavam de assuntos como política e esporte com muito humor. 
O primeiro livro, lançado em 1973, ''O Popular'', era uma coletânea das crônicas e histórias em quadrinhos publicadas em sua coluna. 
A partir daí, foram lançadas outras coletâneas, que compõem a maior parte de sua obra e Veríssimo recebeu vários prêmios, entre eles o de melhor cronista do país, pela Editora Abril.
 ''As Mentiras que os Homens contam'', tem um texto divertido, como não podia deixar de ser em se tratando de Luis Fernando Veríssimo, e simples. 
Em algumas horas você terá lido o livro todo (166 páginas). Ótimo pra quem gosta de crônica e de Veríssimo..AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM, uma seleção de crônicas garimpadas de várias publicações do autor, reúne 41 histórias, algumas inéditas em livro. 
Depois de percorrer as 176 páginas, o leitor certamente vai se lembrar de algumas situações parecidas que ocorreram em sua vida. 
Quem nunca se deparou com um estranho na rua com a constrangedora pergunta: "Lembra de mim?" 
E você, mesmo sem saber de quem se trata, responde: "Claro." E, aí, tenta ganhar tempo e mais algumas dicas para decifrar a identidade do inconveniente sujeito. 
Quem nunca inventou, para a mãe, uma dor ou mal-estar pra fugir de um dia de aula? Quem nunca usou o trânsito para justificar o atraso a um compromisso? 
Afinal, quem nunca contou uma mentira que atire a primeira pedra. Ou então se junte a essa deliciosa galeria de mentirosos inventados por Veríssimo.
Não tá com vontade de ir ao colégio, mas sua mãe simplesmente não vai consentir que você enforque a aula. Que mal há em criar uma dor de cabeça? 
Ou pior, dormiu demais e o culpado pelo seu atraso no trabalho é seu carro, que inventou de furar o pneu. 
Homens que chegaram em casa de madrugada porque estavam com os amigos então, certamente você já ouviu falar. Não adianta, todos já mentimos alguma vez na vida. 
No livro ''As mentiras que os homens contam'', de Luis Fernando Veríssimo você vai encontrar crônicas que tratam de maneira bem-humorada de situações em que o personagem , se não mentiu, foi vítima da mentira.
Pra quem já é fã do autor, ao ler ''As mentiras que os homens contam'', vai reconhecer alguns textos que já haviam sido publicados no ''Comédias da Vida Privada'' e também ''Novas Comédias da Vida Privada", como por exemplo a crônica ''O Sítio do Ferreirinha'', em que o marido só consegue emagrecer porque o médico o convence que quando entrasse em forma conheceria o tal sítio e lá, nos finais de semana, o Ferreirinha reunia os amigos e algumas mulheres. 
Todos no sítio participavam de uma corrida em os homens saíam atrás das mulheres e se as alcançassem passariam a noite com elas. Tarefa em que os que estivessem fora de forma não se dariam bem.
A forma simples com que Luis Fernando Veríssimo descreve o cotidiano das pessoas, ou mesmo fatos inusitados, permite que o leitor se identificar com o personagem. 
Como ocorre na crônica ''Homem que é Homem'', abreviado como ''HQEH'', uma espécie de teste para os homens descobrirem se são ''machos'' com M maiúsculo, ou não. 
E não vale pensar demais, pois já disse Veríssimo, HQEH não pensa muito.

Texto escolhido - Os Moralistas 

— Você pensou bem no que vai fazer, Paulo?— Pensei. Já estou decidido. Agora não volto atrás.— Olhe lá, hein, rapaz...Paulo está ao mesmo tempo comovido e surpreso com os três amigos. 
Assim que souberam do seu divórcio iminente, correram para visitá-lo no hotel. A solidariedade lhe faz bem. 
Mas não entende aquela insistência deles em dissuadi-lo. Afinal, todos sabiam que ele não se acertava com a mulher.
— Pense um pouco mais, Paulo. Reflita. Essas decisões súbitas...— Mas que súbitas? Estamos praticamente separados há um ano!— Dê outra chance ao seu casamento, Paulo.— A Margarida é uma ótima mulher.— Espera um pouquinho. Você mesmo deixou de freqüentar nossa casa por causa da Margarida. Depois que ela chamou vocês de bêbados e expulsou todo mundo.— E fez muito bem. Nós estávamos bêbados e tínhamos que ser expulsos.— Outra coisa, Paulo. O divórcio. Sei lá.— Eu não entendo mais nada. Você sempre defendeu o divórcio!— É. Mas quando acontece com um amigo...— Olha, Paulo. Eu não sou moralista. Mas acho a família uma coisa importantíssima. Acho que a família merece qualquer sacrifício.— Pense nas crianças, Paulo. No trauma.— Mas nós não temos filhos!— Nos filhos dos outros, então. No mau exemplo.— Mas isto é um absurdo! Vocês estão falando como se fosse o fim do mundo. Hoje, o divórcio é uma coisa comum. Não vai mudar nada.— Como, não muda nada?— Muda tudo!— Você não sabe o que está dizendo, Paulo! Muda tudo.— Muda o quê?— Bom, pra começar, você não vai poder mais freqüentar as nossas casas.— As mulheres não vão tolerar.— Você se transformará num pária social, Paulo.— O quê?!— Fora de brincadeira. Um reprobo.— Puxa. Eu nunca pensei que vocês...— Pense bem, Paulo. Dê tempo ao tempo.— Deixe pra decidir depois. Passado o verão.— Reflita, Paulo. É uma decisão seriíssima. Deixe para mais tarde.— Está bem. Se vocês insistem... Na saída, os três amigos conversam:
— Será que ele se convenceu?— Acho que sim. Pelo menos vai adiar.— E no solteiros contra casados da praia, este ano, ainda teremos ele no gol.— Também, a idéia dele. Largar o gol dos casados logo agora. Em cima da hora. Quando não dava mais para arranjar substituto.— Os casados nunca terão um goleiro como ele.— Se insistirmos bastante, ele desiste definitivamente do divórcio.— Vai agüentar a Margarida pelo resto da vida.— Pelo time dos casados, qualquer sacrifício serve.— Me diz uma coisa. Como divorciado, ele podia jogar no time dos solteiros?— Podia.— Impensável.— É.— Outra coisa.— O quê?— Não é reprobo. É réprobo. Acento no "e".— Mas funcionou, não funcionou?

 

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