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Resumo de Cidade de Deus de Paulo Lins

 

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Cidade de Deus Parte II - Paulo Lins

A História de Bené
Inicia o segundo capítulo a narrativa descrevendo a herança do tráfico de drogas em Cidade de Deus e o crescimento de Dadinho no mundo do crime. Dadinho se consultava na Umbanda e assaltava cada vez mais. Apesar disso, lá em cima os traficantes eram mais respeitados e isso o feria. Morre o traficante grande e Dadinho toma a boca de seu irmão.
Em Cidade de Deus há mudanças no poder, que agora gira em torno do tráfico de drogas e os bandidos cada vez mais precocemente se destacam pela sua crueldade. Paralelo há um destaque para a vida dos cocotas e da "rapaziada do conceito", grupos que gravitam por fora da violência exacerbada dos bandidos e traficantes, atuando como coadjuvantes na ação dos quadrilheiros. No crime começam a destacar-se Bené e Zé Pequeno.
Enquanto a trama centra-se na história dos cocotas, suas aventuras, as brigas nos bailes, os festivais de rock, o amor de Thiago por Angélica e seu duelo com Marisol por causa da cabrocha, Pequeno dá a boca Lá de Cima para Sandro Cenoura (já crescido) depois de matar os comandantes do tráfico. Logo após planeja dividir tudo só com Bené. "Seu sonho de ser dono de Cidade de Deus estava ali, vivo, completamente vivo, realizado (...) Traficar, era isso que estava na onda, isso que estava dando dinheiro."
Com a morte de Cabeleira, seu irmão Ari, que atendia pelo nome de Soninha, retorna à Cidade de Deus e tem sua história de ódio com Pouca Sombra e de amor com Guimarães, que abandona a mulher para ficar com o homossexual. A narrativa descreve o submundo do homossexualismo, como eles vivem e se relacionam. Enquanto isso, uma sucessão de mortes é destacada na trama: Pequeno ameaça Bigodinho, que mata Jorge Gato e é morto por Pequeno, contrariando Acerola. Cabelo Calmo é preso quando completava dezoito anos. É encaminhado ao Presídio Lemos de Brito, onde é transformado em "mulherzinha" do xerife do presídio, um bandido que mantinha o comando interno da cadeia. Ao sair da prisão é recebido por Pequeno e Bené, mas não lhes revela sua vida no cárcere. Eles tomam a boca de Cenoura e, a pedido de Bené, Pequeno não o mata.
A narrativa descreve fatos e costumes do Presídio de Ilha Grande e o mecanismo da corrupção no sistema. Marimbondo, que chegara ao presídio com a mesma valentia com que se destacava na favela, é brutalmente assassinado a facadas. Em Cidade de Deus, Bené se enturma e "conquista" o cocota Daniel, a quem pede que lhe compre muitas "roupas de grife" para andar na moda dos cocotas cariocas. " - Sou palyboy! - dizia Bené a todos que comentavam sua nova indumentária. Tatuou no braço um enorme dragão soltando labaredas amarelas e vermelhas pelo focinho, o cabelo ligeiramente crespo foi encaracolado por Mosca." Com sua Calói 10 ia à praia todas as manhãs, tirando a maior onda da rapaziada. No seu envolvimento com a cocotada, acaba entrando na briga de Thiago e Marisol, por causa de Angélica. Faz com que os dois amigos façam as pazes e tudo fica bem.
A boca-de-fumo de Ari do Rafa, no morro de São Carlos, é atacada pela quadrilha de Pequeno e Bené. Simultaneamente, Nego Velho e Metralha assaltam uma rica residência. A quadrilha captura a boca de Ari do Rafa e todos, inclusive o Ari, são mortos e enterrados numa só cova. Carlinhos Nervo Duro, que dividia o poder no São Carlos com Ari do Rafa, toma partido e ataca a quadrilha de Pequeno e Bené. No tiroteio, novamente os bandidos do São Carlos levam a pior e somente Nervo Duro escapa com vida. Enquanto isso, Nego Velho e Metralha são perseguidos pela polícia em Cidade de Deus, mas escapam e dividem o roubo, em grande almoço, a quadrilha toda reunida. A polícia aparece, mas reconhece que não há condições de enfrentamento e passa reto. Manguinha e seus amigos voltam para a favela após uma série de assaltos espetaculares, disfarçados de médicos. O tráfico de armas junto à polícia e às forças armadas se intensificam e cresce a troca de donos das bocas-de-fumo. Conforme as mortes acontecem, seus responsáveis assumem a liderança das bocas e assim sucessivamente.
Enquanto Cabelo Calmo é preso novamente, Pequeno e Bené assumem o poder de Cidade de Deus e passam a ditas as leis da favela. São convidados a ajudar Voz Poderosa, compositor da Portela, na escolha do próximo samba da escola.
Bené vai para casa e chora com sua família contando seu sonho: "...pediu desculpas ao irmão, falou que ia ficar só mais um tempo na vida do crime para poder comprar um terreno e fundar sua sociedade alternativa."
Enquanto isso, Touro intensifica a perseguição a ele e a Pequeno. No cerco aos marginais, os policiais Lincoln e Monstrinho prendem Bené; Touro é afastado da Polícia por ter enforcado um trabalhador numa cela.
Preso, Bené pensa que sua vida poderia ser diferente e também que era apaixonado por Patricinha Katanazaka. Espada Incerta sai da prisão e jura para Cenoura que vai matar Bené. Vai para Realengo, vende um quilo de maconha e na comemoração fica bêbado jurando de morte toda a família de Bené. Acaba perdendo o dinheiro do tráfico e perseguido pela polícia; sua própria mãe é que morre enquanto ele é preso.
A cocotada inventa de assaltar um açougue para dar uma festa e Daniel é a atração principal da festa após uma fuga espetacular do carro da polícia que dá um flagrante durante o assalto. A narrativa enfatiza a natureza, que ameniza os sofrimentos do povo de Cidade de Deus.
Bené sai da prisão prometendo mandar todo mês uma quantia ao delegado. De volta à favela, poupa a vida de Butucatu, que deveria ser executado por Pequeno, pelo estupro e morte de sua ex-mulher. O criminoso não respeitou os limites da favela e por isso foi espancado pela quadrilha de Pequeno. Bené tem uma decepção com Mosca, sua mulher, que anuncia uma gravidez e decide interrompê-la. Na operação de aborto, Mosca morre.
Após ser espancado, Butucatu planeja matar Pequeno e pouco tempo depois, ainda com dores, parte para o ataque atingindo fatalmente o abdômen de Bené, que estava em companhia de Pequeno naquele momento. Pequeno também foi baleado, mas ainda teve forças para trocar tiros com Butucatu e sobreviver. O velório de Bené foi um evento à parte. "E uma lua redonda, claríssima, encantou ainda mais o eterno mistério que a noite sempre traz, e o enterro daquela manhã de sol intenso foi o maior que já se viu."
A história de Zé Pequeno

 

Continua Parte III

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