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Eu - Augusto dos Anjos
Única obra de Augusto dos Anjos, reúne sua obra poética.
De linguagem cientificista (a minha edição tem "só" 373 notas de fim), o poeta mostra uma obsessão com a morte simultânea a sua aversão a ela.
Fala de si mesmo, da doença que o vitimou (tuberculose), da humanidade, dos sentimentos, do banal; tudo pessimismo, linguagem e técnica impecável.
O vocabulário e as imagens poéticas, que incluem expressões como "escarra esta boca que te beija", levaram os críticos da época a considerá-lo um poeta de mau gosto; não é verdade.
Augusto dos Anjos em Eu demonstra uma visão de mundo como a de que não se manifesta do mesmo modo sutil, mas é igualmente poderosa.
Parnasiano na forma e simbolista nas imagens, Augusto dos Anjos é um pré-modernista e mostra nesta obra por seu estilo único e inconfundível.
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