MENU

 Resumos >> Leitura obrigatória dos vestibulares!

Resumos das principais obras exigidas nos vestibulares de todo o Brasil!
Leia o livro pois nada substitui a leitura da íntegra do livro!

 
 Resumo de Poemas escolhidos de Cecília Meireles

 

» 

Poemas escolhidos - Cecília Meireles - Parte II

É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo
aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a
nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso
rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia
carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já
não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não
nos pertence.

Canteiros

Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que
invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento.
Pode ser até amanhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza.
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.

Diálogo

Minhas palavras são a metade de um
diálogo obscuro
continuando através de séculos
impossíveis.
Agora compreendo o sentido e a
ressonância
que também trazes de tão longe em tua
voz.
Nossas perguntas e respostas se
reconhecem como os olhos dentro dos
espelhos. Olhos que choraram.
Conversamos dos dois extremos da noite,
como de praias opostas. Mas com uma
voz que não se importa...
E um mar de estrelas se balança entre o
meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.

Se não houvesse montanhas

Se não houvesse montanhas!
Se não houvesse paredes!
Se o sonho tecesse malhas
e os braços colhessem redes! 
Se a noite e o dia passassem
como nuvens, sem cadeias,
e os instantes da memória
fossem vento nas areias!
Se não houvesse saudade,
solidão nem despedida...
Se a vida inteira não fosse, além
de breve, perdida!
Eu não tinha cavalo de asas,
que morreu sem ter pascigo
E em labirintos se movem
Os fantasmas que persigo.

Aceitação

É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
e sentir passar as estrelas
do que prendê-lo à terra e alcançar o
rumor dos teus passos.
É mais fácil, também, debruçar os olhos
no oceanos
e assistir, lá no fundo, ao nascimento
mudo das formas,
que desejar que apareças, criando com
teu simples gesto
o sinal de uma eterna esperança.
Não me interessam mais nem as
estrelas, nem as formas do mar,
nem tu.
Desenrolei de dentro do tempo a minha
canção:
não tenho inveja às cigarras: também
vou morrer de canta

 

<<< Voltar

 

 
 Página Principal

Fale Conosco | Anuncie Aqui | Cadastro | Notícias | Home



 

WebVestibular - O Site do Vestibulando - O Vestibulando em primeiro lugar! Desde 07/2000

Topo

.