MENU

 Resumos >> Leitura obrigatória dos vestibulares!

Resumos das principais obras exigidas nos vestibulares de todo o Brasil!
Leia o livro pois nada substitui a leitura da íntegra do livro!

 
 Resumo de Seminário de Ratos de Lygia Fagundes Telles
 
 

» 

Seminário de Ratos - Lygia Fagundes Telles - Parte II

“Pomba Enamorada ou Uma História de Amor” – Outra narrativa que apresenta a figura masculina como grosseira. Numa narrativa em terceira pessoa, acompanhamos as desventuras do decorrer do tempo de uma mulher que se apaixona, ainda na adolescência, por uma figura ríspida, Antenor. É uma obsessão que vai até a velhice. No começo, perseguia-o insistentemente, seja ao telefone, seja indo até o local de trabalho dele. Não desiste nem mesmo quando fica sabendo do casamento do objeto amado. Tenta suicídio, frustrado. Recupera-se e diz ter amadurecido e nunca mais querer incomodá-lo. No entanto, faz questão de escrever uma carta para Antenor, para deixar tal resolução clara. 
O tempo passa e ela, sempre descobrindo o endereço dele, até a nova profissão (de mecânico passara a motorista de ônibus) manda cartas, falando do casamento dela, enviando notícias dos filhos dela. No final, já com filhos crescidos, um deles casado, vai à cartomante e esta lhe diz que um grande amor iria entregar-se a ela na rodoviária no domingo próximo. Sua ida ao terminal de ônibus engraçadamente indica que nada havia mudado no coração da sonhadora. 

“WM” – Conto em primeira pessoa que narra a história de Wlado, personagem problemática, graças à infância solitária a que fora jogado, pois sua mãe, famosa atriz, não tinha paciência, disposição e tempo para gastar com os filhos. Quando alcança a velhice, o abandono a que fora relegada a torna mais reclusa e amarga. A única companhia que encontra é a irmã, Wanda. Ela é que o alfabetiza. É daí que vem o título do conto. Wlado tinha dificuldade em escrever seu nome por causa do “w”; ela ensina-o que bastava imaginar essa letra com um “m” de ponta cabeça, como se estivesse plantando bananeira. Ludicamente ele se encanta com a idéia e passa povoar tudo ao seu redor com as duas letras. Eis aqui a grande simbologia do conto. W e M parecem a mesma realidade, a mesma personalidade, mas invertidas ou mesmo enrustidas, disfarçadas. É o que se processou na mente de Wando. Por todos os lados, WM aparece. É Wanda marcando seu espaço. Tudo fica preocupante quando se torna uma obsessão. O casco da tartaruguinha é marcado com essas letras. Mais para frente, em plena passagem da adolescência para a juventude, quando se apaixona por uma prostituta chinesa, Wing (sempre o “w”), as duas letras aparecem tatuadas nos seis dela. O protagonista sente que sua irmã está perturbada. Mas descobrimos que ele é que está perturbado, pois sua mãe avisa que Wanda havia morrido há muito tempo e que ele não devia pensar mais nela. Nota-se, pois, que, em meio a solidão, Wlado havia tornado Wanda sua amiga invisível, praticando suas ações e imaginando que tinha sido ela. É o que acontece quando Wing é assassinada. Na verdade, ele pensa que a tatuagem havia sido feita pela irmã e que Wing a queria proteger. Vai para o psiquiatra, Doutor Werebe (o “w”!), na certeza de que estará ajudando a tratar a irmã. Não percebe que é ele o tratado. “Lua Crescente em Amsterdã” – Narrado em terceira pessoa, esse é outro conto que apresenta as agruras surgidas quando se acaba o amor. Um casal encontra-se em mendicância, a moça chegando a pedir exageradamente por gestos (não sabia falar holandês, língua de onde estavam) um pedaço da fatia do bolo que uma menina que por ali passava comia, assustando-a. Percebe-se que os dois entregaram-se a essa aventura pelo mundo em nome do amor, que acaba corroído. Findo esse sentimento, sobram a impaciência dela, fruto talvez de uma disfunção mental dela, e a tolerância dele. Terminam por dormir no banco da praça, não sem antes expressarem seus respectivos últimos desejos: ele queria ser um passarinho; ela, uma borboleta. 
Há uma mudança de ponto de vista, a narração acompanhando a menina holandesa que, com um novo pedaço de bolo, procurava o casal faminto. Só encontra, no banco em que achava que estaria a dupla, um passarinho bicando ferozmente uma borboleta. 

“O X do Problema” – Conto jocoso em terceira pessoa que narra a atenção que uma família pobre dá a um show televisivo que promete dar um milhão se o concorrente Aryosvaldo responder todas as perguntas sobre a Marquesa de Santos. O pai-telespectador torce pelo competidor. A mãe sabe todas as fofocas e tudo sobre a vida do Ary. E o filho tem informações sobre a possibilidade de tudo não passar de armação. O engraçado é que, primeiro, a televisão recusa-se a funcionar direito, mais atrapalhando do que deixando ser assistida. Além disso, começa a cair uma chuva terrível e paira no ar a possibilidade de haver mais outra enchente. É interessante notar como Aryosvaldo, homem simples, acaba sendo a válvula de escape dentro de um cotidiano massacrante. Acompanhar a sua vitória é esquecer a vida miserável e imaginar-se também um vencedor.

“A Mão no Ombro” – Conto em terceira pessoa que começa com a narração de um sonho que o protagonista tem, todo recheado de idéias ligadas a morte: Cristo crucificado, trapezista acidentado. No jardim em que o personagem principal se vê, sente que alguém vem por trás tocar-lhe o ombro. Assustado, pois intuí que se trata da morte, acorda imediatamente. A partir de então, resolve começar o seu dia de forma diferente, como se estivesse diante dos seus últimos momentos. Vive o seu momento, dando especial atenção a tudo o que se refere ao simples, mas importante ato de viver. Estava, de uma certa forma, preparando-se para a morte. No instante em que prepara o carro para sair, vê-se fantasticamente no mesmo jardim do sonho. Já não tem mais medo da mão que vai tocar seu ombro. 
“A Presença” – Outro tema muito comum surge aqui: a amarga experiência do envelhecimento. Apresenta-se, nessa narrativa em terceira pessoa, um jovem que resolve hospedar-se num hotel em que só havia idosos. O recepcionista tenta por todas as formas demover o rapaz de tal atitude. Primeiro, lembra que o ritmo de hotel não condizia com o da juventude, tornando-se, portanto, enfadonho. Inútil argumento. Declara, então, o motivo real: sua jovialidade iria ser ofensiva para os anciães, que se enclausuraram ali para não lembrarem mais da época em que tinha mais ânimo de vida. Inútil. Por fim, lembra que sua integridade corria risco, pois sua presença poderia atiçar ânimos negativos. Mas, o jovem instala-se, dando-se até ao luxo de nadar na piscina, exibindo toda a exuberância de seu corpo moço. No jantar, estranha o gosto amargo da goiabada com queijo. Fica nas entrelinhas a informação de que fora envenenado. 

“Noturno Amarelo” – A protagonista, Laura, parece ser o equivalente feminino do protagonista de “Sauna”. Quando vai visitar a casa de seus avós, acaba vendo-se da referida residência. Sabemos que não havia trazido o espelho para a Ducha, criança cheia de vida, roubara a torre do avô, fazendo perder no xadrez, roubara o noivo da prima, Eduarda, mas logo depois acaba abandonando-o. Rodrigo (este é o nome dele) acaba tentando o suicídio. A visita da personagem principal é, portanto, uma forma de se apaziguar com os parentes. 
Acerta-se com a prima que, como prova de que a havia perdoado, dá-lhe uma argola. Acerta-se com Rodrigo, mas este de repente some, assim como os vários familiares, até que ela se vê completamente sozinha. Como num sonho, volta a ser ver no carro em que estava, diante da casa em que ainda iria entrar. 

“A Consulta” – Outro conto engraçadíssimo. Um paciente do Dr. Ramazian, Max, recebe a incumbência de anotar os recados telefônicos durante a ausência daquele, já que a secretária havia faltado. Um mal-entendido ocorre: surge, antes do horário combinado – tal o desespero em que se encontrava – um homem mergulhado no medo terrível da morte. Essa apreensão havia atingido o nível próximo da mania ou da loucura. Surpreendente, Max, fazendo-se passar pelo Dr. Ramazian, aconselha o desesperado a enfrentar aquilo de que mais tem medo. Em outras palavras: para vencer o medo da morte, devia matar-se imediatamente.
Interessante é notar neste conto a divisa tênue que fica entre loucura e sanidade, já que Max, nada equilibrada, usa todo um raciocínio sutil e bem arquitetado. Sem contar as citações e observações sábias que faz. 
“Seminário dos Ratos” – Conto em terceira pessoa que apresenta uma alegoria de nossas estruturas político-burocráticas. Trata-se da narrativa da preparação do Sétimo Seminário dos Ratos em que até especialistas estrangeiros são chamados para discutirem a eliminação da superpopulação desses roedores, por demais nociva. Só que há mais preocupação com o conforto e as aparências do encontro do que com a solução dos problemas, tanto que já era o sétimo a ser realizado. No final, os ratos dominam o lugar, devorando e destruindo tudo. É uma clara crítica a ineficiência do nosso Estado.

 

<<< Voltar

 

 
 Página Principal

Fale Conosco | Anuncie Aqui | Cadastro | Notícias | Home



 

WebVestibular - O Site do Vestibulando - O Vestibulando em primeiro lugar! Desde 07/2000

Topo

.