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 Resumos >> Leitura obrigatória dos vestibulares!

Resumos das principais obras exigidas nos vestibulares de todo o Brasil!
Leia o livro pois nada substitui a leitura da íntegra do livro!

 
 Resumo de Sorrisos Meio Sacanas de Sérgio da Costa Ramos
 
 

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Sorrisos Meio Sacanas - Sérgio da Costa Ramos

Comentário sobre a obra (escrito por Adolfo Boos Junior)
(...) A matéria prima de Sérgio da Costa Ramos é o sorriso de deboche ou conformado, de alegrias cada vez mais raras, ou o sorriso existencial e melancólico, de profundas tristezas, de teimosas esperanças ou descrenças mais e mais amargas. Contudo, jamais a gargalhada. Sempre o sorriso, sempre chapliniano (a la Charles Chaplin)

Resumo
São seis conjuntos de crônicas. Cada conjunto tem um título geral, classificando as crônicas de acordo com o seu tom, ou seja a temática, o sentimento do autor em relação ao assunto abordado.

Títulos Gerais 
Meio Sacanas 
Amargos 
Da Desforra Inútil 
Ainda Cândidos 
Nativos (Mané) 
D'Além Mar 
Em Meio Sacanas, como o nome já diz, fica evidente um certo deboche.

Exemplo:
Departamento de Sacanagens: (...) Os comitês andam excitados diante da proximidade do veredicto de novembro, e por isso trabalham febrilmente os Departamentos de Sacanagens , Boatos, Difamações e Baixarias em Geral, todos tendo por alvo o candidato líder das pesquisas. (...)
(...) Então vamos dizer que o homem fuma maconha! É um viciado! 
- Que é isso, rapaz! E perder os votos da Turma da Esquadrilha? Como é que você acha que o Gabeira foi eleito?
...
- Que o homem é "pedófilo" , pô!
- Não adianta! Os manés iam pensar que ele gosta de andar di a pé...
...
- Vamos dizer que o nosso candidato fala com Deus!!!
- Bem, aí, difícil mesmo vai ser marcar uma audiência. No momento, o FHC só fala em reeleição!

Em Sorrisos Amargos, o cronista fala da guerra, da bomba atômica e até da escassez de peixes no mar que circunda a Ilha.

Exemplo:
A Deus: O cronista escreve uma carta a Deus reclamando da "convocação" de Tom Jobim e outros brasileiros ilustres, como Airton Senna, Raul Seixas, Elis Regina...
Para compensar, pede uma indenização: vida longa aos sabiás da Ilha - os pássaros e os cantores.

Em Sorrisos da Desforra Inútil, há o traço da indignação. Os temas são a política (o lado sujo e hipócrita), o caso do Banco Econômico e outros.

Irmãos de Cruz: Um exemplo estás em A humilhante fila de clientes micados do Econômico coleia pela rua Tenente Silveira, pelo segundo dia de atroz espera e agonia. (...) Por um desses insondáveis mistérios do tempo, Cruz e Souza está ali, sofrido e solidário com sua gente. (...) Contempla a dor organizada e conformista dos irmãos injustiçados pela satânica cupidez dos ladrões de casaca.
Paira então sobre o iluminado poeta uma ira santa, uma ira bíblica.

Improvisa um púlpito, um caixote, recita "Mendigos".
Mendigos! Ah! São mendigos
Que voltam de vãos caminhos
Que atravessaram perigos, 
Urzes, pântanos, espinhos.
Que chegam desiludidos
Das portas onde bateram:
Humanos, grandes gemidos
Que nos tempos se perderam.
Terá algum dia Ângelo Calmon de Sá, o anticristo, lido um soneto, um único verso de poesia?

Poeta (Cruz e Sousa) que morreu nas Gerais, num sanatório, tentando se curar da tísica - e cujo corpo, gélido e solitário, chegou ao Rio de Janeiro em vagão de carga, num esquife indigente e sobre um tapete de feno. (...)

Em Sorrisos Ainda Cândidos, o tom é doce, comovente, às vezes até singelo como em:

Três Ofícios: O cronista fala de três profissões modestas, anônimas, mas de grande valor: O carteiro Deus te abençõe, amigo carteiro! Quanta emoção trazes escrita, quantos suspiros esgarranchados em caneta BIC!
O lixeiro... És imaculado, puro, impoluto por dentro, amigo lixeiro. De tua alma evola um cheiro bom, que nada tem a ver com os miasmas putrefatos dos depósitos a céu aberto. És útil, bem mais útil que o Doutor, o assessor, o senador, o presidente da República. És o rei da infame profissão, mas como é util, como é prestativo o teu ofício!
O sapateiro... Devíamos todos render nosso sincero tributo a este valente artesão que ajuda a humanidade a caminhar.
Especialmente nesses dias de dura carestia, em que um par de sapatos jamais será desprezado antes de tantas meia-solas quantas comporte a carroceria.

Em Sorrisos Nativos (mané), o assunto são as coisas da Ilha, a pesca da tainha e por aí vai...

Exemplo:
Encontro com Machado: Encontrei Machado de Assis, de terno, colete e cartola, fumando um cigarrinho na esquina da Conselheiro Mafra com Trajano ( ruas do centro de Florianópolis. (...)
...
- E a que vieste? - pergunto com a boz baixa e modulada, de sorte a não espantar o visitante.
- Personagens. Busco tipos de cidades pequenas, ainda não ensandecidas pela bovina pasteurização das grandes metrópoles. (...) Há bons tipos por aqui?

Em Sorrisos D´Além Mar, Sérgio narra a generosidade lisboeta e o privilégio de ouvir o português original, o mais catitiço do planeta, embora não necessariamente o mais inteligível, à foz do rio Tejo, de onde tudo começou, inclusive o Brasil.

 

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