|
Aquecimento global e vestibular
O aumento da temperatura no planeta, um dos conteúdos mais requisitados nos últimos vestibulares, é um tema com vocação para a interdisciplinaridade.
Os principais gases do efeito estufa são CO2, CFC (clorofluorcarbonados), óxido de nitrogênio, ozônio e CH4 (metano).
Este pode ser produzido pela atividade agropecuária, enquanto aqueles são produzidos principalmente pelo uso crescente de carvão e petróleo.
As conseqüências dessa alteração são preocupantes.
O derretimento parcial das geleiras e a dilatação da água líquida provocam a elevação do nível dos oceanos.
O aumento da concentração de CO2 na atmosfera determina sua reação com a água, formando o ácido carbônico; a redução do pH do mar prejudica os corais.
Esse ácido reage com o CaCO3 do exoesqueleto desses animais.
A diminuição do pH prejudica o plâncton, a base das cadeias alimentares aquáticas.
Em algumas regiões, as chuvas abundantes podem ocasionar mais surtos de doenças, como a dengue e a malária, já que os transmissores são insetos com fase larval aquática.
A atenuação do efeito estufa está prevista no Protocolo de Kyoto, cuja meta é que os países desenvolvidos venham a reduzir a emissão de seus gases estufa em 5% quando comparados com o nível de 1990, entre 2012 e 2012.
Proteger as florestas e estimular o uso de energia de fontes renováveis, como o biodiesel, são tópicos do acordo.
Um outro ponto é a utilização dos créditos carbono que podem ser comprados pelos países que mais poluem.
Infelizmente os Estados Unidos, no período 1990-2004, aumentou em 15,8% a emissão de CO2.
Para que o aluno perceba a importância do assunto, apenas entre as provas de Unesp, Unifesp e Fuvest deste ano foram encontradas 20 questões, distribuídas entre biologia, física, geografia, inglês e matemática.
Investir nesse tema traz um bom retorno.
ISMAEL FERNANDES DE ANDRADE é bacharel em ciências biológicas pela USP, professor do Stockler Vestibulares e do Colégio Mater Amabilis e membro da Sociedade Brasileira de Ensino de Biologia
Fonte: ISMAEL FERNANDES DE ANDRADE / [Para a Folha de S. Paulo]
|