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Heráclito de
Éfeso - (540-476 a.C.)
Nascido em Éfeso, outra
colônia grega, Heráclito (544 a.C.?-480 a.C.?) defende que as coisas se
produzem a partir da estrutura contraditória e movediça do real e do logos (a
razão). Daí elas existirem em permanente contradição e fluência.
Cognominado de "obscuro". Afirmava que todas as coisas estão em movimento como
um fluxo perpétuo. O escoamento contínuo dos seres em mudança perpétua, e que
esse se processa através de contrários. A lei fundamental do Universo é o
devir, que significa contínuas transformações.
Tudo flui e nada fica como é. Coisa alguma é estável. Tudo segue seu curso.
Para Heráclito o princípio das coisas é o fogo. O fogo transforma-se em água,
sendo que uma metade retorna ao céu como vapor e a outra metade transforma-se
em terra.
Sucessivamente, a terra transforma-se em água e a água, em fogo. Todas as
coisas mudam sem cessar, e o que temos diante de nós em dado momento é
diferente do que foi há pouco e do que será depois. Afirmou: "Nunca nos
banhamos duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez não somos os mesmos, e
também o rio mudou."
Grande representante do pensamento dialético. Concebia a realidade do mundo
como algo dinâmico, em permanente transformação. Daí sua escola filosófica ser
chamada de mobilista: movimento. A vida era um fluxo constante,
impulsionado pela luta de forças contrárias. Assim, afirmava que “a luta é a
mãe, rainha e princípio de todas as coisas”. É pela luta das forças opostas
que o mundo se modifica e evolui.
Imaginava a realidade dinâmica do mundo sob a forma de fogo, com
chamas vivas e eternas, governando o constante movimento dos seres. Estabelece
a existência de uma lei universal e fixa (o logos), regedora de todos os
acontecimentos particulares e fundamentalmente da harmonia universal, harmonia
feita de tensões.
“Tudo flui”. Nada neste nosso mundo é permanente. Tudo está mudando o tempo
todo. A mudança é a lei da vida e do universo.
Concebe o próprio absoluto como processo, como a própria dialética. O ser é o
um, o segundo é o devir. O absoluto se dá a unidade dos opostos. Para ele a
essência é a mudança.
Principais fragmentos: “... Todas as coisas estão em movimento...”
“... O movimento se processa através de contrários.."
“... Tudo se faz por contraste; da luta dos contrários nasce a mais bela
harmonia...”
“... descemos e não descemos nos mesmos rios; somos e não somos...”
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