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Dogmatismo
Termo usado pela filosofia e
pela religião, dogmatismo — do grego dogmatikós, que se funda em princípios — é
toda doutrina ou atitude que afirma a capacidade do homem de atingir a verdade
absoluta e indiscutível. Na religião corresponde ao conjunto de dogmas —
crenças que não admitem contestação — considerado a palavra de Deus.
Na
filosofia é o pensamento contrário à corrente do ceticismo, que contesta a
possibilidade de conhecimento da verdade. O dogmatismo filosófico pode ser
entendido de três formas: a possibilidade de conhecer a verdade, a confiança
nesse conhecimento e a submissão a essa verdade sem questionamento.
Desde a Antiguidade existem filósofos dogmáticos, como Parmênides, Platão e Aristóteles, e céticos, que se recusam a crer nas
verdades estabelecidas. No século XVIII o dogmatismo racionalista prega a
total confiança na razão como meio de chegar a verdades seguras.
Com Immanuel
Kant o termo adquire novo sentido. Em Crítica da Razão Pura o filósofo faz uma
oposição entre o criticismo - doutrina que estuda as condições de validade e
os limites do uso da razão -, o dogmatismo e o empirismo, que se diferencia
daqueles por reduzir o conhecimento à experiência.
O dogmatismo é
"toda atitude de conhecimento que consiste em acreditar na posse da certeza ou
da verdade antes de fazer a crítica da faculdade de conhecer". O antagonismo
entre dogmatismo e ceticismo aparece também na obra de Auguste Comte, que considera que a vida humana existe em estado dogmático ou
estado cético.
Este último, segundo ele, não é mais do que uma passagem de um
dogmatismo anterior a um novo dogmatismo. Para os filósofos de tradição
marxista o termo dogmático é usado para a tendência de se manter uma teoria
com fórmulas estereotipadas, tirando-a da prática e da análise concreta.
Segundo Friedrich Engels, "o marxismo não é um dogma, mas um guia
para a ação".
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