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Empirismo
O empirismo é considerado uma
doutrina relativa à natureza do conhecimento. Restringiu-se amiúde o termo
“empirismo” à filosofia clássica moderna, contrastando-se o “empirismo inglês” com o “racionalismo
continental”.
O termo empirismo tem sua origem no grego empeiria, que significa
“experiência” sensorial.
Indicou-se por muitas vezes que para os empiristas modernos a mente é como que
uma espécie de receptáculo no qual se gravam as “impressões” do mundo externo.
Quando se comparam entre si as filosofias dos grandes empiristas ingleses
verifica-se que isto é uma simplificação excessiva.
Entretanto, há algo comum a todos esses pensadores, que é a tendência de
proporcionar uma explicação genética do conhecimento e a usar termos como
“sensação”, “impressão”, “idéia”, etc..
Nome genérico das doutrinas filosóficas em que o conhecimento é visto como
resultado da experiência sensível. Limita o conhecimento à vivência, só
aceitando verdades que possam ser comprovadas pelos sentidos.
Rejeita os enunciados metafísicos, baseados em conceitos que extrapolam o
mundo físico, devido à impossibilidade de teste ou controle. A noção de
gravidade, por exemplo, faz parte do mundo sensível; já o conceito de bem é do
mundo metafísico.
O empirismo provoca revolução na ciência. A partir da valorização da
experiência, o conhecimento científico, que antes se contentava em contemplar
a natureza, passa a querer dominá-la, buscando resultados práticos.
O inglês John Locke funda a escola empirista, uma das mais
importantes da filosofia moderna. Apesar de partir do cartesianismo, Locke
discorda de Descartes sobre a existência de idéias inatas produzidas pela
capacidade de pensar da razão.
Para Locke, as idéias vêm da experiência externa, pela sensação, ou da
interna, via reflexão. São também simples ou compostas. A idéia de
comprimento, por exemplo, é simples: vem da visão. A de doença, fruto da
associação de idéias, é composta.
O escocês David Hume, no século XVIII, leva mais longe o empirismo
ao negar a validade universal do princípio de causalidade, uma vez que não
pode ser observado. O que se observa é a seqüência temporal de eventos, e não
sua conexão causal.
Só por uma questão de hábito pensamos que o fato atual se comportará como
outros que já observamos no passado. Para o empirismo contemporâneo, também
chamado de positivismo lógico, representado pelo austríaco Ludwig Wittgenstein, a filosofia deve limitar-se à análise da linguagem científica,
expressão do conhecimento baseado na experiência.
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