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Escola Escolástica
Conjunto de
doutrinas filosóficas e teológicas desenvolvidas em escolas eclesiásticas e
universidades da Europa entre o século XI e o Renascimento.
Caracteriza-se pela tentativa de conciliar a fé cristã com a razão,
representada pelos princípios da filosofia clássica grega, em especial os
ensinamentos de Platão e Aristóteles.
Desenvolve-se a partir da filosofia patrística — elaborada pelos padres da
Igreja Católica—, que faz a primeira aproximação entre o cristianismo e uma
forma racional de organizar a fé e seus princípios, baseada no platonismo.
Com a escola escolástica, a filosofia medieval continua ligada à religião, uma
vez que são as questões teológicas que suscitam a discussão filosófica. Um dos
principais pensadores escolásticos é São Tomás de Aquino.
A fase inicial é profundamente influenciada pelo pensamento de Santo Agostinho,
o mais importante nome da filosofia patrística. Retomando os princípios do
platonismo, entre eles o de que há uma verdade absoluta acima das verdades
particulares, Santo Agostinho vê na revelação divina o meio pelo qual a
verdade é introduzida no espírito humano.
O período mais importante da escolástica corresponde ao do desenvolvimento do
tomismo, doutrina cristã criada no século XIII por São Tomás de Aquino com
base na filosofia aristotélica.
Para ele e para seus seguidores, há duas ordens de conhecimento: o sensível e
o intelectual, sendo que o intelectual pressupõe o sensível.
A impressão que um objeto deixa na alma é chamada de conhecimento sensível. O
conhecimento intelectual considera apenas as características comuns entre os
objetos e elabora o conceito.
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