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Escola Frankfurt
Grupo de filósofos e
pesquisadores alemães que, na década de 20, se dedica a ciência e o avanço do
capitalismo, a reflexões e críticas sobre a razão,
Consideram a racionalidade tecnológica do mundo moderno uma nova forma de
dominação cultural. O grupo desenvolve várias teorias e conceitos, como a
Teoria da Manipulação, elaborada para explicitar os mecanismos de dominação na
Alemanha.
Influenciado pelas idéias de Karl Marx e Max Weber (1864-1920), contrapõe-se
ao iluminismo e ao funcionalismo de Émile Durkheim (1858-1917), que concebe a
sociedade como um organismo com funções específicas, desconsiderando o
processo histórico. Expressão da crise teórica e política do século XX, a
Escola de Frankfurt está inserida na conjuntura política dos anos 30, quando
surgem a República de Weimar, o nazismo e o stalinismo.
A Escola de Frankfurt muda-se para Genebra, Com a ascensão do nazismo na
Alemanha, depois para Paris e, finalmente, para Nova York. Após a vitória dos
aliados na II Guerra Mundial, os principais filósofos retornam à Alemanha.
Entre os pensadores vinculados ao grupo de Frankfurt destacam-se Walter
Benjamin, Theodor Adorno e Max Horkheimer.
Mais tarde, Jürgen Habermas, junta-se a eles, responsável pela difusão da
Teoria Crítica — conjunto de textos dos principais filósofos da Escola de
Frankfurt. A idéia de deixar a ciência mais acessível à sociedade e, favorecer
a reflexão coletiva marca o trabalho desses filósofos. Suas idéias influenciam
os movimentos estudantis alemão e norte-americano no final dos anos 60.
No século XX, Walter Benjamin discute a arte e a cultura. Em A Obra de Arte na
Época de Sua Reprodutibilidade Técnica reflete sobre a perda da aura, aquilo
que faz do objeto de arte algo único e irreproduzível.
Horkheimer volta-se para a investigação das características da sociedade
capitalista e para as questões como a legitimidade do Estado e a luta de
classes. Entre seus escritos estão Um Novo Conceito de Ideologia e Teoria
Tradicional e Teoria Crítica.
Theodor Adorno, autor de Idéias para a Sociologia da Música, dissemina o
conceito de indústria cultural, que diz respeito aos bens (produtos) culturais
difundidos pelos meios de comunicação de massa, que impõem formas de
comportamento e consumo.
Uma de suas principais obras é Dialética do Esclarecimento, em co-autoria com Horkheimer.
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