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Existencialismo
Termo usado para designar a
filosofia de pensadores que se preocupam com a existência finita do homem no
mundo, descartando questões metafísicas como a imortalidade e a
transcendência. Como é aplicado a filósofos muito diferentes, há quem negue
sua existência como escola de pensamento. Os nomes mais identificados com o
existencialismo são os dos franceses Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty.
É um movimento do século XX, mas tem fortes raízes na obra de filósofos do
século XIX, como Sören Kierkegaard e Nietzsche.
Os existencialistas rejeitam o princípio do cartesianismo de que o homem
existe porque pensa. Para eles, o ser humano pensa porque existe. A
consciência, para os existencialistas, não antecede a experiência. Ela é parte
da existência, que, por sua vez, é construída com a vivência, o contato com
outras pessoas e objetos. O próprio homem cria essa existência em função de
seus sentimentos, desejos e, principalmente, de suas ações. Ele se forma a
partir de suas escolhas.
Por isso, os existencialistas prezam a liberdade e a responsabilidade e
rejeitam o conformismo. Para eles, essa posição estende-se à política. Depois
da II Guerra Mundial, o movimento influencia a literatura.
No século XVIII, o francês Jean-Jacques Rousseau e os alemães
Immanuel Kant e Friedrich Hegel são os principais filósofos a discutir a
ética. Segundo Rousseau, o homem é bom por natureza e seu espírito pode sofrer
aprimoramento quase ilimitado. Para Kant, ética é a obrigação de agir segundo
regras universais, comuns a todos os seres humanos por ser derivadas da razão.
O fundamento da moral é dado pela própria razão humana: a noção de dever. O
reconhecimento dos outros homens, como fim em si e não como meio para alcançar
algo, é o principal motivador da conduta individual.
Hegel divide a ética em subjetiva ou pessoal e objetiva ou social. A primeira
é uma consciência de dever; a segunda, formada por costumes, leis e normas de
uma sociedade. O Estado reúne esses dois aspectos em uma "totalidade ética".
Nietzsche critica a moral tradicional, derivada da religião judaico-cristã,
pelo fato de subjugar os instintos e as paixões à razão. Essa é a "moral dos
escravos", que nega os valores vitais e promove a passividade e o conformismo,
resultando no ressentimento. Em oposição a ela, propõe a "transvaloração de
todos os valores", que funda a "moral dos senhores", preconizando a capacidade
de criação, de invenção, de potência. O ser humano que assim consegue
superar-se é o super-homem, o que transpõe os limites do humano.
Ética contemporânea – A valorização da autonomia do sujeito moral leva
à busca de valores subjetivos e ao reconhecimento do valor das paixões, o que
acarreta o individualismo exacerbado e a anarquia dos valores. Resulta ainda
na descoberta de várias situações particulares com suas respectivas morais:
dos jovens, de grupos religiosos, de movimentos ecológicos, de homossexuais,
de feministas, e assim por diante.
Essa divisão leva ao relativismo moral, que, sem fundamentos mais profundos e
universais, baseia a ação sobre o interesse imediato. É dentro dessa
perspectiva que o filósofo inglês Bertrand Russell afirma que a
ética é subjetiva, não contendo afirmações verdadeiras ou falsas. Defende,
porém, que o ser humano deve reprimir certos desejos e reforçar outros se
pretende atingir a felicidade ou o equilíbrio.
Como reação a essas posições, o novo iluminismo, representado por Jürgen
Habermas, desenvolve a Teoria da Ação Comunicativa, dentro da qual
fundamenta a ética discursiva, baseada em diálogo, por sujeitos capazes de se
posicionar criticamente diante de normas. É pelo uso de argumentos racionais
que um grupo pode chegar ao consenso, à solidariedade e à cooperação.
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