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Filosofia Moderna
A desintegração das
estruturas feudais, as grandes descobertas da ciência e a ascensão da
burguesia assinalam a emergência do Renascimento. Em contraste à filosofia
medieval, dogmática e submissa à Igreja, a filosofia moderna é profana e
crítica.
Representada por leigos que procuram pensar de acordo com as leis da razão e
do conhecimento científico, caracteriza-se pelo antropocentrismo - que
considera o homem o centro do Universo - e pelo humanismo.
O único método aceitável de investigação filosófica é o que recorre à razão.
René Descartes, criador do cartesianismo, é considerado o fundador da
filosofia moderna. Ele inaugura o racionalismo, doutrina que privilegia a
razão, considerada alicerce de todo o conhecimento possível.
Ao contrário dos antigos pensadores que partiam da certeza, Descartes parte da
dúvida metódica, que põe em questão todas as supostas certezas.
Ocorre a descoberta da subjetividade, ou seja, o conhecimento do mundo não se
faz sem o sujeito que conhece. O foco é deslocado do objeto para o sujeito, da
realidade para a razão ("Penso, logo existo").
Além do racionalismo, as principais correntes da filosofia moderna são o
empirismo e o idealismo, movimentos que têm relação com a ascensão da
burguesia e com a Revolução Industrial.
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