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Positivismo
O termo identifica a
filosofia que busca seus fundamentos na ciência e na organização técnica e
industrial da sociedade moderna. O único método válido para se chegar ao
conhecimento é o científico. Reflexões ou juízos que não podem ser comprovados
pelo método científico, como os postulados da metafísica, não levam ao
conhecimento e não têm valor.
A Corrente de pensamento foi formulada na França por Auguste Comte
(1798-1857).
Entre suas formulações principais, está a que considera que as sociedades
humanas passam por três estágios de evolução histórica. O primeiro é o
teológico, no qual os fenômenos são apresentados como sendo produzidos pela
ação de seres sobrenaturais que interferem arbitrariamente no mundo.
O segundo é o metafísico, no qual os fenômenos são engendrados por forças
abstratas. O último estágio é o positivo, em que o ser humano desiste de
procurar as causas íntimas dos fenômenos para, através da observação e do
método científico, estabelecer as leis gerais que os regem.
O estado positivo, portanto, corresponde à maturidade do espírito humano que
não é mais enganado por explicações vagas, uma vez que pode alcançar o real, o
certo e o preciso.
O alemão Immanuel Kant, no século XVIII, afirma que o domínio da razão e o
rigor científico podem recriar a metafísica como conjunto dos conhecimentos
dados apenas pela razão, sem utilizar os dados da experiência. Nesse sentido,
para Kant, a metafísica reduz-se ao estudo das condições e limites do
conhecimento.
O positivismo de Auguste Comte coloca a metafísica como uma ciência superada,
no século XIX. Segundo ele, a história da humanidade — e, por analogia, o
conhecimento humano — passa por três períodos: o teológico, o metafísico e o
positivo, ou científico, sendo que este último é superior aos anteriores.
O filósofo alemão Martin Heidegger, no século XX, faz uma revisão da história
da metafísica e sustenta que ela confunde o estudo do ser, o verdadeiro objeto
da filosofia, com outros temas, como a idéia, a natureza e a razão.
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