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Racionalismo
Afirma
que tudo que existe tem uma causa inteligível, mesmo que não possa ser
demonstrada de fato, como a origem do Universo. Privilegia a razão em
detrimento da experiência do mundo sensível como via de acesso ao
conhecimento.
Considera a dedução como o método superior de investigação
filosófica. René Descartes, Spinoza e Leibniz introduzem o racionalismo na filosofia moderna. Friedrich Hegel, por sua vez, identifica o racional ao real, supondo a total
inteligibilidade deste último.
O racionalismo é baseado nos princípios da
busca da certeza e da demonstração, sustentados por um conhecimento a priori,
ou seja, conhecimentos que não vêm da experiência e são elaborados somente
pela razão.
No final do século XVIII, Immanuel Kant revê essa
tendência de associar o pensamento à análise pura e simples e inaugura o
neo-racionalismo. A nova doutrina aceita as formas a priori da razão,
afirmando, entretanto, que elas necessariamente devem ser conjugadas aos dados
da experiência para que possa haver conhecimento.
O racionalismo influencia a religião e a ética até hoje e está presente nas
várias seitas do protestantismo, que dispensam a autoridade e a revelação
religiosa em favor dos postulados lógicos e racionais sobre a existência de
Deus.
O termo racionalismo é empregado, na filosofia, de muitas maneiras. Aqui, o
termo está sendo empregado para designar a doutrina que deposita total e
exclusiva confiança na razão humana como instrumento capaz de conhecer a
verdade.
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