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Revisão de Física

 
Fenômenos eletromagnéticos

 

Fenômenos eletromagnéticos 


Eletricidade, categoria de fenômenos físicos originados pela existência de cargas elétricas e pela sua interação. Quando uma carga elétrica encontra-se estacionária, ou estática, produz forças elétricas sobre as outras cargas situadas na mesma região do espaço; quando está em movimento, produz, além disso, efeitos magnéticos. 
Os efeitos elétricos e magnéticos dependem da posição e do movimento relativos das partículas carregadas. No que diz respeito aos efeitos elétricos, essas partículas podem ser neutras, positivas ou negativas. 
A eletricidade se ocupa das partículas carregadas positivamente, como os prótons, que se repelem mutuamente, e das partículas carregadas negativamente, como os elétrons, que também se repelem mutuamente. 
Em troca, as partículas negativas e positivas se atraem entre si. Esse comportamento pode ser resumido dizendo-se que cargas do mesmo sinal se repelem e cargas de sinal diferente se atraem.
A força entre duas partículas com cargas q1 e q2 pode ser calculada a partir da lei de Coulomb. Segundo a qual a força é proporcional ao produto das cargas, dividido pelo quadrado da distância que as separa.  A lei é assim chamada em homenagem ao físico francês Charles de Coulomb.

Coulomb, Charles de (1736-1806), físico francês e pioneiro na teoria elétrica. Em 1777, inventou a balança de torção para medir a força da atração magnética e elétrica. A unidade de medida de carga elétrica recebeu o nome de coulomb em sua homenagem.
Coulomb contribuiu muito para a compreensão dos fenômenos eletromagnéticos, enunciando a lei que leva seu nome. A importância da Lei de Coulomb transcende a descrição das forças que atuam entre esferas e bastões carregados. Se dois corpos de carga igual e oposta são conectados por meio de um condutor metálico, por exemplo, um cabo, as cargas se neutralizam mutuamente. E essa neutralização é devida a um fluxo de elétrons através do condutor, do corpo carregado negativamente para o carregado positivamente. A corrente que passa por um circuito é denominada corrente contínua (CC), se flui sempre no mesmo sentido, e corrente alternada (CA), se flui alternativamente em um e outro sentido. 
Em função da resistência que oferece um material à passagem da corrente, podemos classificá-lo em condutor, semicondutor e isolante.
O fluxo de carga ou intensidade da corrente que percorre um cabo é medido pelo número de coulombs que passam em um segundo por uma seção determinada do cabo. Um coulomb por segundo equivale a 1 ampère, unidade de intensidade de corrente elétrica cujo nome é uma homenagem ao físico francês André Marie Ampère. 
Quando uma carga de 1 coulomb se desloca através de uma diferença de potencial de 1 volt, o trabalho realizado corresponde a 1 joule. Essa definição facilita a conversão de quantidades mecânicas em elétricas.

Efeito piezelétrico, fenômeno físico pelo qual aparece uma diferença de potencial elétrico entre as faces de um cristal quando este se submete a uma pressão mecânica. Pierre Curie e seu irmão Jacques descobriram este fenômeno no quartzo e no sal de Rochelle em 1880 e o denominaram ‘efeito piezelétrico’ (do grego piezein, ‘pressionar’).
Os cristais piezelétricos são utilizados em dispositivos como os transdutores, empregados na reprodução de discos e nos microfones.

Unidades elétricas
, unidades empregadas para medir quantitativamente toda espécie de fenômenos eletrostáticos e eletromagnéticos, assim como as características eletromagnéticas dos componentes de um circuito elétrico. As unidades elétricas empregadas estão definidas no Sistema Internacional de unidades.
A unidade de intensidade de corrente é o ampère. A da carga elétrica é o coulomb, que é a quantidade de eletricidade que passa em um segundo por qualquer ponto de um circuito através do qual flui uma corrente de um ampère. O volt é a unidade de diferença de potencial. A unidade de potência elétrica é o watt.
A unidade de resistência é o ohm, que é a resistência de um condutor em que uma diferença de potencial de um volt produz uma corrente de um ampère. A capacidade de um condensador é medida em farad: um condensador de um farad tem uma diferença de potencial de um volt entre suas placas quando estas apresentam uma carga de um coulomb. 
O henry é a unidade de indutância, a propriedade de um circuito elétrico em que uma variação na corrente provoca indução no próprio circuito ou num circuito vizinho. Uma bobina tem uma auto-indutância de um henry quando uma mudança de um ampère/segundo na corrente elétrica que a atravessa provoca uma força eletromotriz oposta de um volt.

Circuito elétrico
, trajeto ou rota de uma corrente elétrica. O termo é utilizado principalmente para definir um trajeto contínuo composto por dispositivos condutores e que inclui uma fonte de tensão que transporta a corrente pelo circuito. Um circuito deste tipo é denominado circuito fechado, e aquele no qual o trajeto não é contínuo é denominado aberto. 
Um curto-circuito é um circuito no qual se efetua uma conexão direta, sem resistência nem capacitância apreciáveis, entre os terminais da fonte de tensão.

 

O modo mais simples de conectar componentes elétricos é arrumá-los em linha, um depois do outro. Esse é o chamado circuito em série. Se uma das lâmpadas do circuito se quebrar, as duas lâmpadas deixarão de funcionar, pois o circuito será interrompido. 
Como alternativa, pode-se conectar cada lâmpada à fonte de eletricidade de modo independente; assim, mesmo que uma falhe, a outra continuará acesa. A isso denomina-se circuito em paralelo.

LEI DE OHM
 
A corrente flui por um circuito elétrico seguindo várias leis definidas. A lei básica do fluxo da corrente é a lei de Ohm, assim chamada em homenagem a seu descobridor, o físico alemão Georg Ohm. 
Segundo a lei de Ohm, a intensidade de uma corrente elétrica uniforme é diretamente proporcional à diferença de potencial nos terminais de um circuito e inversamente proporcional à resistência do circuito.

LEIS DE KIRCHHOFF  
Se um circuito tem ramificações interconectadas, é necessário aplicar outras duas leis para obter o fluxo de corrente que percorre as diferentes ramificações. Estas leis, descobertas pelo físico alemão Gustav Robert Kirchhoff, são conhecidas como as leis de Kirchhoff. A primeira, a lei dos nós, enuncia que em um nó — ponto para onde confluem três ou mais ramificações — a soma das intensidades das correntes que chegam é igual à soma das intensidades das correntes que saem. 
A segunda lei, a das malhas, afirma que, começando por qualquer ponto de uma rede e seguindo qualquer trajeto fechado de volta ao ponto inicial, a soma total das tensões é igual à soma total dos produtos das resistências pelas intensidades dessas correntes. 
Esta segunda lei é essencialmente uma ampliação da lei de Ohm.

IMPEDÂNCIA  
A aplicação da lei de Ohm aos circuitos nos quais existe uma corrente alternada se complica pelo fato de que sempre estarão presentes a capacitância e a indutância. A indutância faz com que o valor máximo de uma corrente alternada seja menor que o valor máximo da tensão; a capacitância faz com que o valor máximo da tensão seja menor que o valor máximo da corrente. A capacitância e a indutância inibem o fluxo de corrente alternada e devem ser levadas em conta no cálculo da corrente.

Grandezas físicas, tais como a carga elétrica, quando existem em quantidades discretas em vez de variar continuamente, são chamadas de quantizadas. 
O quantum de carga (e) é tão pequeno que a natureza corpuscular da eletricidade não se manifesta em experiências macroscópicas, da mesma forma que não "sentimos" os átomos presentes no ar que respiramos.
Essa lei, quando incorporada à estrutura da física quântica, descreve as forças que ligam os elétrons de um átomo ao seu núcleo, as forças que unem os átomos para formar as moléculas e as forças que ligam os átomos e as moléculas entre si para formar os sólidos e os líquidos. 
Assim sendo a maioria das forças relacionadas com nossa experiência diária que não é de natureza gravitacional é de natureza elétrica.
A força transmitida por um cabo de aço é essencialmente elétrica, porque, se supusermos um plano imaginário que corta o cabo perpendicularmente, é apenas a atração elétrica entre átomos de lados opostos deste plano que impede o cabo de se romper. 
Nós mesmos somos um conjunto de núcleos e elétrons ligados numa configuração estável pelas forças de Coulomb.

 

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