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Luz e Cor
Conceitos Básicos
O estudo de luz e cor deve ser iniciado pela Física elementar, uma vez que a
luz é uma onda eletromagnética.
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Sendo assim, da Física vem que, todas as ondas
eletromagnéticas se propagam no vácuo com a mesma velocidade c
com o valor de 3x108 m/s (velocidade da luz). Em decorrência
deste fato, e sabendo-se a freqüência de de uma onda eletromagnética
(f), no vácuo, pode-se determinar o comprimento de onda (l)
desta radiação, através da seguinte equação: l
= c/f.
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Desta forma, pode-se então exemplificar as ondas eletromagnéticas de maior
importância nas pesquisas e nas aplicações práticas, em função do
comprimento de onda (propriedade que fornece uma das principais características
da onda): Raios-X (faixa de 10-1 até 10 A), ondas ultravioletas
(faixa de 1 até 400 mm), o espectro de luz visível
(faixa de 400 até 700 mm), ondas infravermelhas
(faixa de 700 mm até 1 mm) e faixas de radiofreqüência
que variam de 20 cm até 105 m.
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O espectro de luz visível, pode então assumir diversas
cores (desde o violeta até o vermelho), em função do comprimento de
onda, como exposto na tabela ao lado.
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Cor l
Violeta 380-440 mm
Azul 440-490 mm
Verde 490-565 mm
Amarelo 565-590 mm
Laranja 590-630 mm
Vermelho 630-780 mm
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Como o comprimento de uma onda da luz é muito pequeno (da ordem de 10-5
cm), a teoria da física se divide em dois grandes grupos: Ótica Física, que
trata dos fenômenos ondulatórios da luz e Ótica Geométrica, que estuda o
comportamento da onda quando esta interage com objetos muito maiores que o
comprimento da onda da luz. Com relação ao nosso estudo se dará enfoque à Ótica
Geométrica que assume que a direção de propagação da luz seja dada a partir
de raios luminosos.
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Desta forma, vai-se discutir agora dois fenômenos da Ótica
Geométrica: a reflexão e a refração. Para tal, supõe-se que haja
um plano, ao qual incide um raio luminoso e que parte deste raio seja
refletido por este plano e parte seja refratado. Define-se como ângulo
de incidência como sendo o ângulo formado pelo raio e a normal a este
plano, ângulo de reflexão entre a normal do plano e raio refletido e
ângulo de refração como sendo entre a normal e o raio refratado.
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Pode-se provar (por ex. pela Lei da Conservação da Quantidade de Movimento)
que o ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão (Lei da Reflexão),
e que o ângulo de refração pode ser dado pela Lei de Snell, de acordo
com o índice de refração de cada material.
Como já foi dito anteriormente, as ondas eletromagnéticas se propagam no vácuo
com a mesma velocidade c, ou seja, a velocidade da luz. Entretanto,
quando estas ondas se propagam em um meio material, a velocidade de propagação
de cada onda (v) passa a ser função do comprimento de onda da radiação.
Sendo assim, pode-se definir como o índice de refração de uma luz monocromática
como sendo h = c / v. Estes fenômenos de reflexão e
refração estão presentes no dia a dia, e devido a eles que ocorrem as
miragens no deserto, o efeito de uma estrada parecer molhada e o fenômeno do
arco-íris.
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Um experimento do conhecimento de todos é que quando a luz branca
incide em um prisma, há a decomposição desta nas cores do arco-íris.
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Utilizando os conceitos de refração, Isaac Newton provou que a luz branca
continha todos os comprimentos de onda e que quando esta incidia no prisma,
havia então a decomposição desta nas cores do arco-íris. Para provar tal
fato, Newton utilizou dois prismas, colocando o segundo recebendo as cores
geradas pelo primeiro e compondo novamente a luz branca. Esta experiência foi
necessária, pois na época, acreditava-se que o prisma criava as cores
espectrais.
Processo de Formação de
Cores
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Aproveitando-se então a conclusão de Newton, pode-se então definir
que as fontes luminosas brancas possuem todos os comprimentos de onda.
Em conseqüência, uma fonte luminosa colorida tem um comprimento de
onda dominante que define a sua matiz.
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As fontes luminosas não são somente caracterizadas pela matiz
(hue)
que é a presença de um comprimento de onda dominante, também pode-se
definir a intensidade ou brilho (brightness) - amplitude do
comprimento de onda, e a saturação que é a concentração em torno do
comprimento de onda dominante.
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Tendo-se em mente, estas três principais características de uma fonte luminosa
(matiz, brilho e saturação), vamos destacar um processo de formação de cores
baseado na palheta de um pintor. Basicamente, tem-se de um lado tinta branca, do
outro tinta preta e em uma outra extremidade tinta colorida (saturada). É
intuitivo que ao se misturar a tinta saturada com a tinta branca há uma perda
de pureza, tornando esta tinta mais clara (tints). Por outro lado, ao
misturar-se esta tinta saturada com o preto ocorrerá uma perda de luminância,
ou seja, tons mais escuros (shade). Os diversos tons de cinza (grays)
aparecerão ao misturar-se a tinta branca com a preta, e todos os outros tons
existentes ficarão espalhados dentro deste triângulo definido pelas cores
branca, preta e tinta saturada, como mostra a figura abaixo.
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O processo de formação de cores por pigmentação,
baseia-se na descrição da palheta do pintor, uma vez que a luz ao
atingir a camada de pigmentos sofre processos de reflexão, absorção e
transmissão (fenômeno conhecido como espalhamento) produzindo assim
a(s) cor(es) desejada(s). Esta técnica, como não poderia deixar de
ser, é muito utilizada na pintura de quadros.
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Um outro processo de formação de cores, é o chamado
processo aditivo, um exemplo deste processo pode ser visto ao lado, onde
duas fontes luminosas de cores diferentes são projetadas em duas regiões.
Na área de interseção há a formação de uma nova cor, uma vez que,
o olho não consegue distinguir componentes. O processo aditivo é
usado, largamente nas televisões comerciais.
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Um outro processo de formação de cores é o subtrativo
que é o processo utilizado em slides. Este processo baseia-se no
uso de filtros ou corantes que tem por objetivo filtrar determinados
comprimento de onda. Exemplificando, ao se emitir uma luz branca (que
possui todos os comprimentos de onda) sobre um filtro verde, este filtra
todos os comprimentos de onda deixando só "passar" o
comprimento de onda relativa a cor verde, produzindo assim o verde. Na
utilização de corantes o processo é o mesmo só que são usados
pigmentos que absorvem e refletem alguns comprimentos de onda.
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Percepção humana
Como já foi mencionado anteriormente no processo aditivo de formação de cor,
o olho humano não consegue diferenciar componentes e sim a cor resultante;
diferentemente do ouvido que consegue distinguir, por exemplo, dois instrumentos
diferentes tocados simultaneamente. Desta forma, seria então, interessante
saber algo mais sobre o olho humano, responsável pela visão.
Os raios luminosos incidem na córnea sendo então refratados. A seguir estes
incidem sobre a lente que tem por objetivo projetá-los na retina. Na retina
encontram-se dois tipos de fotoreceptores os cones e os bastonetes, que
convertem a intensidade e a cor da luz recebida em impulsos nervosos. Estes
impulsos são enviados ao cérebro através do nervo ótico e então tem-se a
percepção de uma imagem.

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