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Os Asteróides
Os temíveis Asteróides
O primeiro Asteróide a ser avistado e relatado pelo homem foi o Ceres, até
hoje é o maior, com cerca de 1.000km. Foi descoberto em 1801 por Giuseppe
Piazzi.
Os Asteróides resumidamente:
Chamam-se asteróides ou pequenos planetas, a algumas dezenas de milhares de
fragmentos rochosos, cujas dimensões variam de pequenos penhascos a fragmentos
com até 1.000km de diâmetro, caracterizados por uma superfície irregular e
pela ausência de atmosfera.
Cerca de 95% destes corpos ocupam, um espaço compreendido entre as órbitas de
Marte e de Júpiter; no entanto, alguns grupos orbitam próximos do Sol e de
Mercúrio e outros afastam-se até à órbita de Saturno. Calcula-se que sua massa
total seja 1/2.500 em relação à Terra, sendo comparável com Japeto, um
satélite de Saturno.
As hipóteses sobre as origens dos asteróides são várias; no entanto, as mais
aceitas na atualidade reduzem-se a duas:
• Que os fragmentos asteróides são o resultado da destruição de um único corpo
celeste;
• Que uma família de um limitado número de asteróides, não mais que uns 50, se
formou desde a origem do sistema solar, mas que se foram multiplicando com as
sucessivas e recíprocas colisões.
O primeiro asteróide descoberto e também o maior é Ceres, de 1.000km de
diâmetro, descoberto em 1801 por Giuseppe Piazzi, diretor do observatório
astronômico de Palermo. Alguns anos mais tarde foram ainda descobertos o Palas
Atenea, com um diâmetro de 530km (Olbers, 1802); Juno, com um diâmetro de
220km (Harding, 1804), e Vesta, com um diâmetro de 530km (Olbers, 1807). O
grande impulso à classificação dos asteróides foi dado por Max Wolf em 1891,
com a introdução da investigação sobre placas fotográficas. Hoje os asteróides
classificados são mais de dois mil e existem dois grandes centros mundiais, um
nos Estados Unidos, em Cincinnati (Ohio), e outro na Rússia, em S.
Petersburgo, que se ocupam exclusivamente de seu estudo.
Consoante com sua posição orbital, os asteróides estão subdivididos em três
grupos:
- O chamado cinturão principal, que ocupa 95% de todos os asteróides
conhecidos e que se encontra entre as órbitas de Marte e Júpiter, exatamente
entre 2,2 e 3,3 UA do Sol. Aqui, os asteróides mais interiores têm períodos
orbitais de aproximadamente dois anos, os mais exteriores de seis anos. No
interior deste cinto existem vácuos denominados pelos estudiosos de "lagoas de
Kirkwood" (chamadas assim pelo astrônomo que as observou pela primeira vez em
1866) e nas quais não existe nenhum asteróide em órbita. Estas lagoas são
causadas pela presença próxima do maior planeta do sistema solar, Júpiter, que
tem um período orbital de doze anos. Quando um asteróide ocupa uma órbita que
tem um período similar ao de Júpiter, é afastado pela força gravitacional
deste último. As lagoas mais relevantes encontram-se em correspondência de
órbitas com períodos de 4; 4,8; 5,9 anos.
- Os denominados pequenos planetas troianos, que ocupam a mesma órbita que
Júpiter, precedendo-o ou seguindo-o nela. Por sua vez, estão subdivididos no
chamado "grupo de Aquiles", formado por várias centenas de corpos que precede
Júpiter, e no "grupo de Patrocio", um pouco menos numeroso, que segue Júpiter.
- o grupo Apolo e Amor, formado por um milhar de corpos é caracterizado por
órbitas muito mais elípticas, que se estendem aos planetas interiores e que,
portanto, podem potencialmente entrar em colisão com a Terra. A este
propósito, alguns astrônomos mantêm que, várias catástrofes do passado, como
por exemplo a extinção dos dinossauros do Cretáceo-Terciário, há 65 milhões de
anos, foi causada pela queda na Terra de um destes asteróides, com um diâmetro
estimado de aproximadamente 10km. Os objetos do grupo Apolo e Amor, no
entanto, segundo alguns estudiosos, não seriam uma derivação do grupo
originário dos asteróides, mas núcleos de cometas, carecendo da componente
volátil e reduzidos a orbitar entre os planetas interiores.
A composição dos asteróides é estabelecida por meio de métodos de análise
indireta, graças à luz que eles refletem. Os resultados indicam que, em sua
maior parte, estes corpos celestes são compostos por substâncias similares aos
meteoritos, isto é, fragmentos de composição pétrea ou ferrosa que se
precipitam sobre a Terra, provocando o espetacular fenômeno das estrelas
cadentes e que, às vezes, conseguem ser recuperados.
Os Asteróides, como o indicam, alguns astrônomos, poderiam converter-se no
futuro em ótimas reservas de minerais valiosos que são escassos no nosso
planeta. Portanto, poderiam ser amplamente aproveitados numa futura
colonização humana do sistema solar.
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