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Os neomalthusianos
A
Segunda aceleração do crescimento populacional ocorreu a partir de 1950,
particularmente nos países subdesenvolvidos.
Esse período, imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, foi marcado
pelo surgimento de novos países independentes africanos e asiáticos e por
grandes conquistas na área da saúde, como a produção de antibióticos e de
vacinas contra uma série de doenças.
Tais conquistas se difundiram pelos países subdesenvolvidos graças a atuação
de entidades internacionais de ajuda e cooperação, como a Organização Mundial
da Saúde (OMS) e a Cruz Vermelha Internacional.
Além disso, com o processo de expansão de empresas multinacionais grandes
laboratórios farmacêuticos se instalaram nos países subdesenvolvidos que se
industrializavam. Os remédios se tornaram mais acessíveis e baratos.
Esse processo denominado revolução médico-sanitária, incluiu também a
ampliação dos serviços médicos, as campanhas de vacinação, a implantação de
postos de saúde pública em zonas urbanas e rurais e a ampliação das condições
de higiene social.
Todos esses fatores permitiram uma acentuada redução nas taxas de mortalidade,
principalmente a infantil, que até então eram muito elevadas nos países
subdesenvolvidos. A diminuição da mortalidade e a manutenção das altas taxas
de natalidade resultaram num grande crescimento populacional, que atingiu seu
apogeu na década de 1960 e ficou conhecido como explosão demográfica.
Com a nova aceleração populacional, voltaram a surgir estudos baseados nas
idéias de Malthus, dando origem a um conjunto de teorias e propostas
denominadas neomalthusianas. Novamente, os teóricos explicavam o
subdesenvolvimento e a pobreza pelo crescimento populacional, que estaria
provocando a elevação dos gastos governamentais com os serviços de educação e
saúde.
Isso comprometeria a realização de investimentos nos setores produtivos e
dificultaria o desenvolvimento econômico. Para os neomalthusianos, uma
população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao
esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza. Enfim, ao caos
social.
Para os neomalthusianos, a desordem social poderia levar os países
subdesenvolvidos a se alinhar com os países socialistas, que se expandiam
naquele momento. Para evitar o risco, propunham a adoção de políticas de
controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de
“planejamento familiar”
Essa políticas são adotadas até hoje e conduzidas pela ONU (Organização das
Nações Unidas) e o FMI (Fundo Monetário Internacional), que condiciona a
aprovação de empréstimos para os países subdesenvolvidos à adoção de programas
de controle de natalidade, que são financiados pelo Banco Mundial (BIRD).
O planejamento familiar é feito por entidades privadas e públicas, que se
associam à indústria farmacêutica e à classe médica e recebem apoio dos meios
de comunicação.
O controle populacional é realizado de várias maneiras, que vai da
distribuição gratuita de anticoncepcionais até a esterilização em massa de
populações pobres (Índia, Colômbia e Brasil).
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