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Teoria Malthusiana
A primeira aceleração do
crescimento populacional coincide com a consolidação do sistema capitalista e
o advento da Revolução Industrial, durante os séculos XVIII e XIX.
Nos países que se industrializavam, a produção de alimentos aumentou e a
população que migrava do campo encontrava na cidade uma situação
socioeconômica e sanitária muito melhor.
Assim, a mortalidade se reduziu e os índices de crescimento populacional se
elevaram.
Entre as teorias demográficas surgidas na época, destacou-se a de Thomas
Malthus, que ficou conhecida como malthusianismo.
Analisando a relação entre a produção de meios de subsistência e a evolução
demográfica nos EUA e na Europa, Malthus concluiu que o crescimento
populacional excedia a capacidade da terra de produzir alimentos.
Enquanto o crescimento populacional tenderia a seguir um ritmo de progressão
geométrica, a produção de alimentos cresceria segundo uma progressão
aritmética.
Assim, a população tenderia a crescer além dos limites de sua sobrevivência, e
disso resultariam a fome e a miséria.
Diante dessa constatação e para evitar uma “catástrofe”, Malthus propôs uma
“restrição moral” aos nascimentos, o que significaria: proibir o casamento
entre pessoas muito jovens; limitar o número de filhos entre as populações
mais pobres; elevar o preço das mercadorias e reduzir os salários, a fim de
pressionar os mais humildes a Ter uma prole menos numerosa.
Ao lançar suas idéias, Malthus desconsiderou as possibilidades de aumento da
produção agrícola com o avanço tecnológico.
Aos poucos essa teoria foi caindo em descrédito e desmentida pela própria
realidade.
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