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A transição demográfica
Em oposição às
teorias descritas anteriormente, para as quais o mundo vive um processo de
explosão demográfica, tem sido cada vez mais aceita a teoria da transição
demográfica. Segundo os defensores dessa teoria, formulada em 1929, o
crescimento populacional tende a se equilibrar no mundo, com a diminuição das
taxas de natalidade e mortalidade.
Esse processo se daria em três etapas distintas:
Primeira fase ou Pré-industrial, caracterizada pelo equilíbrio
demográfico e por baixos índices de crescimento vegetativo, apoiados em
elevadas taxas de natalidade e de mortalidade.
Nascem muitos, mas morrem muitos. A elevada mortalidade era decorrente
principalmente das precárias condições higiênico-sanitárias, das epidemias,
das guerras, fome, etc.
Segunda fase ou transicional, que apresenta as seguintes modificações:
num primeiro momento, a redução da mortalidade com o fim das epidemias e os
avanços médicos (decorrentes da Revolução Industrial), porém a natalidade
ainda se mantém elevada, ocasionando um grande crescimento populacional; num
segundo momento, a natalidade começa a cair, reduzindo-se então o crescimento
populacional.
Terceira fase ou Evoluída, etapa em que a transição demográfica se
completa, com a retomada do equilíbrio demográfico, agora apoiado em baixas
taxas de natalidade e de mortalidade.
Atualmente estão nessa fase os países desenvolvidos, a maior parte dos quais
apresenta taxas de crescimento inferiores a 1% e até negativas. Países cujo
crescimento vegetativo se encontra estagnado.
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