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Desmatamento
Destruição em grande escala das matas; concretamente se refere à provocada pela ação humana, para explorar a madeira ou destinar a superfície florestal a fins como cultivos agrícolas, pecuária, plantações de árvores, explorações minerais ou urbanização de regiões, entre outros.
O Brasil conserva 67,1% de suas florestas originais, com situações muito diferentes: a mata de araucárias da região sul foi quase totalmente destruída, e o que resta dela é produto de reflorestamento; da Mata Atlântica, só 8% da superfície original sobrevive, basicamente na região da serra do Mar.
Quanto à floresta amazônica, há divergências nas estimativas. Enquanto o órgão oficial, Ibama, diz que desde o início do desmatamento na década de 1960, 13% da Amazônia foi devastada, um relatório do centro de pesquisas Woods Hole, de Massachusetts, publicado em abril de 1999, estimou a área destruída em 16% do total.
Tratando-se de uma área de quase 4 milhões de km2, essa "pequena" diferença de 3% significa em torno de 120.000 km2, uma superfície pouco menor que a soma dos estados de Rio de Janeiro e Santa Catarina. Para proteger a cobertura vegetal, um elemento importante são os parques nacionais e outras unidades de preservação, que no Brasil totalizam quase 100 mil quilômetros quadrados.
Essa área é equivalente a pouco mais de 1% do território nacional, mas o objetivo declarado do governo brasileiro é colocar sob proteção uma superfície dez vezes maior.
O desmatamento pode ocasionar erosão do solo e desestabilização dos lençóis freáticos, produzindo inundações ou secas. Também reduz a biodiversidade (diversidade de habitats, espécies e tipos genéticos), sendo bastante significativo nas matas tropicais, que albergam boa parte da biodiversidade do mundo.
Pode contribuir para desequilíbrios climáticos regionais e globais. Além disso, as matas desempenham um papel chave na absorção do carbono; se há desmatamento, o excesso de dióxido de carbono na atmosfera pode levar a um aquecimento global, com vários efeitos secundários problemáticos.
No caso brasileiro, uma circunstância agravante é que o desmatamento é realizado, na maioria dos casos, por meio de queimadas. Este método expõe totalmente a fragilidade do solo, deixando-o a mercê dos processos erosivos que podem levar à desertificação.
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