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Governo Itamar Franco
Itamar Franco,
vice-presidente eleito com Fernando Collor de Mello, assume a Presidência da
República em caráter definitivo no dia 29 de dezembro de 1992, quando este
renuncia antes de ter os direitos políticos cassados pelo Senado Federal.
Deixa o governo em 1º de janeiro de 1995, com um dos índices de popularidade
mais altos da República.
Plebiscito – Em abril de 1993, cumprindo o previsto na Constituição, é
realizado um plebiscito para a escolha da forma e do sistema de governo no
Brasil. Quase 30% dos votantes não comparecem ou anulam o voto. Dos que
comparecem às urnas, 66% votam a favor da república e 10% da monarquia.
O presidencialismo recebe cerca de 55% dos votos e o parlamentarismo, 25%. Em
razão desse resultado, é mantido o regime republicano e presidencialista.
Plano Real – No campo econômico, o governo enfrenta dificuldades com a
falta de resultados no combate à inflação. Os ministros da Fazenda sucedem-se
até que Fernando Henrique Cardoso é nomeado para o cargo. No final de 1993,
ele anuncia várias medidas para estabilizar a moeda.
Em 1º de julho de 1994 é implantado o Plano Real, novo pacote econômico que,
entre outras disposições, muda a moeda de cruzeiro real para real.
CPI do Orçamento – Entre 1993 e 1994, uma comissão parlamentar de
inquérito (CPI) do Congresso Nacional investiga irregularidades na elaboração
do Orçamento da União. A CPI prova o envolvimento de ministros, parlamentares
e altos funcionários em um esquema de manipulação das verbas públicas, que
eram desviadas para empreiteiras e apadrinhados políticos.
A autoridade do presidente, contudo, não é abalada pelo resultado das
investigações. No final de seu mandato, Itamar Franco apóia a candidatura do
ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, à Presidência da República.
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