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Interpretação de
Texto
O exercício de leitura em
inglês deve iniciar a partir de textos com vocabulário reduzido, de
preferência com uso moderado de expressões idiomáticas, regionalismos, e
palavras "difíceis" (de rara ocorrência). Proximidade ao nível de conhecimento
do aluno é pois uma condição importante. Outro aspecto, também importante, é o
grau de atratividade do texto.
O assunto, se possível, deve ser de alto interesse ao leitor. Não é
recomendável o uso constante do dicionário. A atenção deve concentrar-se na
idéia central, mesmo que os detalhes se percam, e o aluno deve evitar a
prática da tradução. O leitor deve habituar-se a buscar identificar sempre em
primeiro lugar os elementos essenciais da oração, ou seja, sujeito, verbo e
complemento.
O grau de dificuldade dos textos deve avançar gradativamente, e o aluno deve
procurar fazer da leitura um hábito freqüente e permanente.
1. Find the main elements of the sentence: subject and verb.
O português se caracteriza por uma certa flexibilidade com relação ao sujeito.
Existem as figuras gramaticais do sujeito oculto, indeterminado e inexistente,
para justificar a ausência do sujeito. Mesmo quando não ausente, o sujeito
freqüentemente aparece depois do verbo, e às vezes até no fim da frase.
O inglês é mais rígido neste aspecto: praticamente não existem frases sem
sujeito, e nas frases afirmativas ele aparece normalmente antes do verbo.
Pode-se dizer que o pensamento em inglês se estrutura a partir de um sujeito;
em seguida vêm o verbo, o complemento, e os adjuntos adverbiais. Para uma boa
interpretação de textos em inglês, não adianta saber o vocabulário apenas; é
preciso compreender a estrutura, e para isso é de fundamental importância a
identificação do verbo e do sujeito.
2. Don't stumble on word strings: read backwards.A ordem normal em português é
substantivo - adjetivo (Ex: casa grande), enquanto que em inglês é o inverso
(Ex: big house). Além disto, qualquer substantivo em inglês é potencialmente
também um adjetivo, podendo ser usado como tal. (Ex: brick house = casa de
tijolos; vocabulary comprehension test = teste de compreensão de
vocabulário). Sempre que o aluno se defrontar com um aparente conjunto de
substantivos enfileirados, deve lê-los de trás para diante intercalando a
preposição "de" no meio.
3. Be careful with the suffix ...ing.O aluno principiante tende a interpretar
o sufixo ...ing unicamente como gerúndio, quando na maioria das vezes ele
aparece como forma substantivada de verbo ou ainda como adjetivo. Se a palavra
terminada em ...ing for um substantivo, poderá figurar na frase como sujeito,
enquanto que se for um verbo no gerúndio, jamais poderá ser interpretado como
sujeito nem como complemento. Este é um detalhe que muito freqüentemente
compromete seriamente o entendimento. gerund - Ex: We are planning to ... What
are you doing? ...ing noun - Ex:
He likes fishing and camping, and hates accounting. This apartment building is
new. adjective - Ex: This is interesting and exciting to me. That was a
frightening explosion.
4. Don't get thrown off by prepositional verbs: look them up in a dictionary.Os
verbos preposicionais, também chamados de two-word verbs, confundem porque a
adição da preposição normalmente altera substancialmente o sentido original do
verbo. Ex: go - ir go off - disparar (alarme) go over - rever, verificar
novamente turn - virar, girar turn on - ligar turn off - desligar turn down -
desprezar turn into - transformar em put - colocar, botar put off - cancelar,
postergar put on - vestir, botar put out - apagar (fogo) put away - guardar
put up with - tolerar
5. Make sure you understand the words of connection.Words of connection ou
words of transition são conjunções, preposições, advérbios, etc, que servem
para estabelecer uma relação lógica entre frases e idéias. Familiaridade com
estas palavras é chave para o entendimento e a correta interpretação de
textos.
6. Be careful with false cognates.Falsos cognatos, também chamados de falsos
amigos, são palavras normalmente derivadas do latim, que têm portanto a mesma
origem e que aparecem em diferentes idiomas com ortografia semelhante, mas que
ao longo dos tempos acabaram adquirindo significados diferentes.
7. Use intuition, don't be afraid of guesswork, and don't rely too much on the
dictionary. Para nós, brasileiros, a interpretação de textos é facilitada pela
semelhança a nível de vocabulário, uma vez que o português é uma língua latina
e o inglês possui cerca de 50% de seu vocabulário proveniente do latim. É
principalmente no vocabulário técnico e científico que aparecem as maiores
semelhanças entre as duas línguas, mas também no vocabulário cotidiano
encontramos palavras que nos são familiares.
Excetuando-se os falsos cognatos (veja item anterior), podemos confiar
na semelhança. Por exemplo: important, interesting, necessary, modern,
dictionary, computer, manual, student, pronunciation, vocabulary, exam,
supermarket, etc., são palavras que brasileiros entendem sem saber nada de
inglês.
Portanto o aluno deve procurar por essa semelhança. Se lembrar algo que
conhecemos, provavelmente tem o mesmo significado.Leitura de textos mais
extensos como jornais, revistas e principalmente livros é altamente
recomendável para alunos de nível intermediário e avançado, pois desenvolve
vocabulário e familiaridade com as características estruturais da gramática do
idioma.
A leitura, entretanto, torna-se inviável se o leitor prender-se ao hábito de
consultar o dicionário para todas palavras cujo entendimento não é totalmente
claro. O hábito salutar a ser desenvolvido é exatamente o oposto. Ou seja,
concentrar-se na idéia central, ser imaginativo e perseverante, e adivinhar se
necessário. Não deve o leitor desistir na primeira página por achar que nada
entendeu. Deve, isto sim, prosseguir com insistência e curiosidade. A
probabilidade é de que o entendimento aumente de forma surpreendente, à medida
em que o leitor mergulha no conteúdo do texto.
Referências:
Trechos extraídos de http://sk.com.br/sk-read.html, do Prof.
Ricardo Schütz, que tem
Bibiografia de Lado, Robert. Language teaching: A scientific approach. New
York: McGraw Hill, 1964
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