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Revisão de Literatura

 
Barroco 

 

Barroco 

Sob o domínio espanhol, Portugal sofreu severa fiscalização, com medidas tributárias lesivas e impopulares, e o Império quase desmoronou, com várias colônias invadidas pela Holanda e Inglaterra. A reação nacionalista a essa situação, de início tímida, apoiada num vago sentimento anti-castelhano, é estimulada pela derrota dos espanhóis perante a Inglaterra. Em 1º de dezembro de 1640 D. João, Duque de Bragança, apoiado pelo povo e pela aristocracia, dá início à Restauração, longo processo de reconquista da autonomia, que custou a Portugal 28 anos de guerra e a mobilização de todos os recursos disponíveis. D. João, Duque de Bragança, entronado em 1640, como D. João IV, inicia uma nova casa dinástica - de Bragança - e lidera esse processo de Restauração, que só iria se consolidar no reinado de D. João V (1706 - 1750), com o aporte da riqueza do ouro brasileiro de Minas Gerais.

O sentimento anti-castelhano ancorou-se no messianismo sebastianista, no mito da volta de D. Sebastião e da aurora do Quinto Império. É desse espírito que se alimenta a obra do Padre Antônio Vieira.

- Características: O Barroco importou a grande maioria de suas características da Europa, em particular de Portugal e Espanha. 

- Principais Autores: 
Houve para este movimento dois autores: Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira, ambos com vidas parte no Brasil e parte na Europa, como está abaixo: 

Padre Antônio Vieira 
Vieira nasceu em Lisboa, em 1608. Alguns autores alegam que seu sangue era de origem negra ou hebraica. Vem para o Brasil com sete anos de idade, e, em 1623 afilia-se para a Companhia de Jesus. Com a restauração portuguesa em 1640, volta à Portugal, e trava amizade com o rei Dom João IV. Lá foi nomeado preceptor do príncipe Teodósio, e foi embaixador em Paris, Holanda e Roma. Morre em 1697 na Bahia. 

Sua obra conta de profecias, cartas e sermões. No primeiro, revela intenso nacionalismo quando demonstra Portugal como sendo o futuro Quinto Império do mundo. Escreveu também cerca de quinhentas cartas que são de grande importância histórica, ao constatar a relação Portugal/Holanda da época, assim como a situação da colônia. 

Sua obra atinge sua maior amplitude por seus sermões. São quase duzentos, todos de estilo conceptista. Ficou famoso por ser polêmico, criticando o cultismo, e, às vezes, até a Igreja. 

Seu vocabulário é vasto e rico, e seu conhecimento geral não menos surpreendente. Tinha também brilhante imaginação, memória, e voz, o que lhe fez ainda mais grandioso orador. 

Gregório de Matos 
Nasceu na Bahia, no dia 20 de dezembro de 1633, João de Matos Guerra, depois mudando seu nome para Gregório de Matos Guerra. Foi o primeiro poeta brasileiro. Após estudar no colégio dos jesuítas, gradua-se em Direito na faculdade de Coimbra. Suas sátiras expulsaram-no de Portugal, e mais tarde até do Brasil; foi para a Angola. Foi permitido sua volta quando já estava muito doente, e morreu logo depois em janeiro de 1696. 

Gregório de Matos foi conhecido em seu tempo como "Boca do Inferno, graças à suas sátiras, que foi o que tornou-o mais popular. Apesar disso, escreveu em ambos os estilos barrocos: cultismo e conceptismo. No cultismo, apresentou todas as suas características, como jogo de palavras, uso excessivo de figuras de linguagem, e vocabulário extravagante. No conceptismo, criticou o brasileiro, o português, o clero, e os costumes baianos. 

Vale destacar que nenhuma de suas obras foram publicadas em sua época. Seus manuscritos de poesias foram conservados e publicados em pleno movimento modernista, em seis volumes, de 1923 à 1933. Dizem que a imprensa nunca se deu bem com o autor, o que pode ser a razão para que não visse nenhum de suas obras publicadas. 

- Principais Obras: 
Prosopopéia, de Bento Teixeira. I- Sacras, de Gregório de Matos. II- Líricas, de Gregório de Matos. III- Graciosas, de Gregório de Matos. IV- Satíricas, de Gregório de Matos. V- Satíricas, de Gregório de Matos. VI- Últimas, de Gregório de Matos. Sermão de Sexagésima 
Conhecido também como a palavra de Deus, este foi um sermão polêmico. Pregado na Capela Real de Lisboa, este sermão resume a arte de pregar. Fez críticas diretas as gongórios dominicanos, adversários católicos, acusando-os de não frutificar a palavra de Deus. 

Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda 
Foi pregado na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na Bahia. O padre alega neste sermão o mal que os holandeses poderiam fazer na Bahia e no Brasil, com todos os seus horrores e depredações. Segundo o pregador, os holandeses não fariam distinção de idade, sexo, ou condição. 

- culto exagerado da forma, com poesias repletas de metáforas, antíteses, hipérbole e a alegoria. 
- linguagem rebuscada, extravagante 
- conflitos entre alguns opostos (céu, homem e Deus, bom e mau, pecado e perdão, etc.) 
- dividido em duas tendências: 
* cultismo, conhecido por jogos de palavras, linguagem extremamente culta e extravagante. 
* conceptismo, conhecido pelo jogo de idéias e conceitos, modo racional e lógico 

Perceba que não foi publicada a nenhuma obra do Padre Antônio Vieira. Isto deve-se pelo fato de que ele não escreveu romances, poesias, ou contos, mas pregou sermões e escreveu cartas principalmente. 

 

 

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