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Classicismo - Parte III
Sujeição a regras rígidas de conteúdo e forma: Os escritores renascentistas trouxeram à tona a valorização de conteúdo, com temas universalistas e racionais e de forma, com versos decassílabos distribuídos em duas quadras e dois tercetos (medida nova - soneto). Também recuperaram outras, de inspiração clássica, anteriormente citadas.
Clareza e objetividade e uso de linguagem sóbria, simples e precisa: Pelo próprio Universalismo e Objetivismo, anteriormente citados.
Valorização do gênero épico para cantar os feitos de heróis nacionais: A mais importante obra épica do classicismo português é a epopéia Os lusíadas que narra os feitos heróicos dos portugueses (os lusos, daí o nome da obra), que, liderados por Vasco da Gama, lançaram-se ao mar numa época em que ainda se acreditava em monstros marinhos e abismos.
Ultrapassando os limites marítimos conhecidos - no caso o cabo das Tormentas ao sul da África - chegariam a Calicute, na Índia. Tal façanha, que uniu o Oriente ao Ocidente pelo mar, deslumbrou o mundo e foi alvo de interesses políticos e econômicos de diversas nações européias.
Ânsia de fama e glória terrenas / Culto da beleza e da perfeição: Repudiando a concepção medieval do mundo como um "vale de lágrimas", um lugar de tentaçoes e pecados que desviam o homem do caminho da salvação espiritual, os Renascentistas exaltaram a dignidade do ser humano, destacando-o como um ser livre, capaz de alcançar a felicidade terrena e de criar seu próprio projeto e vida.
O Cristianismo, evidentemente, continua imperando, mas o homem renascentista já nao vive tão angustiado com as questões religiosas quanto vivera o homem medieval.
Ao recolocar o ser humano no centro do universo (Antropocentrismo) o Renascimento muda também o conceito que se tinha da natureza.
Ela passa a ser vista como o reino do homem, um livro que deve ser investigado e compreendido, estimulando, assim, as pesquisas e as experiências científicas.
Redimensionada, a natureza é encarada como fonte de vida e prazer, que deve ser posta a serviço da felicidade do ser humano.
Essa nova forma de considerar o homem representou, pois, uma ruptura com a visão de mundo medieval e fez do Renascimento o marco inicial da era moderna.
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Música(Classicismo)
A música criada durante o período renascentista ainda não exibe as características do classicismo.
A simplicidade, a emoção contida e a clareza da forma clássica só aparecem nas composições a partir de meados do século XVIII, depois do barroco, quando as outras artes já vivem o movimento neoclássico. A transição da música barroca para a clássica é feita sobretudo por Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) e Johann Christian Bach (1735-1782), filhos do compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750). No classicismo, os compositores passam a elaborar formas maiores e mais desenvolvidas, como a sonata, a sinfonia e os concertos para instrumentos e orquestra.
Os dois principais representantes desse período são os austríacos Joseph Haydn (1732-1809) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).
Arte e Literatura(Classicismo)
Tendência artística e literária que resgata formas e valores greco-romanos da Antiguidade Clássica, especialmente a cultura grega entre os séculos VI a.C. e IV a.C.
Esta retomada acontece várias vezes ao longo da história ocidental, inclusive na Idade Média.
, é mais intensa do século XIV ao XVI na Itália. Nas Artes Plásticas, na Literatura e no Teatro, o classicismo coincide com o Renascimento. Na música adquire certas características próprias e manifesta-se, posteriormente, a partir de meados do século XVIII. Após o barroco e o rococó, no século XVIII, a tendência se repete, com o nome de neoclassicismo.
O classicismo é profundamente influenciado pelos ideais humanistas, que colocam o homem como o centro do Universo. Reproduz o mundo real, de forma verossímil, mas moldando-o segundo o que é considerado ideal.
É importante que as obras sejam harmônicas e reflitam determinados princípios, como ordem, lógica, equilíbrio, simetria, contenção, objetividade, refinamento e decoro. A razão tem mais importância do que a emoção.
As adaptações aos ideais e aos problemas dos novos tempos fazem com que o classicismo não seja mera imitação da Antiguidade. Na época renascentista, por exemplo, a alta burguesia italiana em ascensão, na disputa de luxo e poder com a nobreza, identifica-se com os valores laicos da arte greco-romana.
Arquitetura
BARROCO – Surge no século XVII, na Itália, em oposição ao classicismo. A arquitetura é um meio de propagar a fé na Igreja e no Estado, por isso as principais construções são igrejas e edifícios públicos.
Tem como características o abandono de normas e convenções, da geometria elementar e da simetria. As fachadas são ondulantes e decoradas com esculturas. Há grande uso de pilastras e o interior é repleto de madeira entalhada recoberta de dourado.
Linhas diagonais e escadas dão movimento e altura às construções. O exagero de formas e a mistura de texturas transmitem a idéia de dramaticidade e representam a opulência da sociedade da época.
Os principais nomes são Francesco Borromini (1599-1667) e Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), autor das 162 colunas da praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A preocupação com o espaço que circunda os edifícios é outra característica do barroco.
Da Espanha, o barroco é exportado para as colônias americanas. Tem destaque no Brasil, com Aleijadinho (1738?-1814). Outras construções importantes são os palácios, como o de Versalhes, na França, com seus famosos jardins.
ROCOCÓ – Desenvolve-se entre 1700 e 1780, refinando a arquitetura pomposa do barroco. As cores vivas dão lugar aos tons pastéis e os relevos exagerados são substituídos por superfícies delicadas que ganham ênfase em pontos isolados.
Igrejas e palácios exibem uma integração entre arquitetura, pintura e escultura. A estrutura dos edifícios é iluminada por várias janelas para criar interiores graciosos e etéreos.
Os espaços interior e exterior chamam a atenção pela complexidade e requinte. Os arquitetos constroem espaços unificados e reduzem o tamanho das colunas.
Nas igrejas, os tetos das naves laterais são levantados até a altura da nave central para unificar o espaço, como na Igreja de Carmine, em Turim, construída por Filippo Juvarra (1678-1736). Destacam-se Balthasar Neumann (1687-1753) e Fischer von Erlach (1656-1723).
NEOCLASSICISMO – Surge entre 1750 e 1830, sob influência do Iluminismo.
Retoma o gosto pelas formas clássicas e corretas.
A organização do espaço é geométrica e predominam nos edifícios as formas simples, com detalhes gregos ou romanos, colunas, paredes lisas e contrastes de texturas.
As obras são monumentais e grandiosas. Os arquitetos mais importantes são alemães, ingleses e franceses. Entre estes, destacam-se Étienne-Louis Boullée (1728-1799) e Claude-Nicolas Ledoux (1736-1806).
Os edifícios característicos são o Arco do Triunfo, em Paris, o Portão de Brandenburgo, em Berlim, e o Petit Trianon, em Versalhes.
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