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História e Geografia dos Países - Continente Africano

 
Angola

 

Angola - (Luanda)

Localizado no litoral central africano. A origem de seu nome vem provavelmente da palavra do dialeto bantu Ngola, nome do rei do Congo que conquistou a região, incorporando-a ao reino, conforme aparece em documentos portugueses do Século XVI.
Como em todo continente africano, a área onde hoje se localiza Angola foi ocupada desde a pré-história, conforme se depreende dos achados arqueológicos descobertos na região.

Para os ocidentais, Angola tornou-se conhecida a partir da segunda viagem de Diogo Cão, em 1485. No entanto, a presença portuguesa por lá não foi significativa, a não ser a partir de meado do Século XVI, quando Paulo Dias de Novais, em expedição ao local, sugeriu que a Coroa portuguesa recuperasse aquele território. Em 1574 foi criada, então, a Capitania de Angola, com Dias de Novais como seu donatário, exatamente como fora feito no Brasil 40 anos antes. O novo donatário desembarcou em Angola, em 1575, com cerca de 700 homens, e no ano seguinte, fundou a vila de Luanda ali onde desembarcara. Criou ali um entreposto de comércio de escravos para o Brasil, tornando-se, assim, dependente dos interesses comerciais com a economia escravocrata brasileira.

Em 1641, uma expedição holandesa saiu do Recife para ocupar Luanda e estabelecer comércio de escravos para a lavoura açucareira de Pernambuco. Por sete anos, o comércio angolano serviu exclusivamente ao Recife holandês.
Em 1648, os portugueses retomam aos holandeses o controle de Angola por conta daquela capitania ser vital aos interesses do Brasil português.

Do Século XVII ao XVIII, Angola esteve sob as ordens do governo-geral brasileiro e do vice-reinado, sediado no Rio de Janeiro, consta inclusive que João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, heróis pernambucanos na luta contra o holandeses, governaram a capitania de Angola ao longo do Século XVII.

Ao longo do Século XIX, Angola permaneceu, como colônia, sob domínio português, com a garantia e proteção inglesa. Com o advento da República, em Portugal, muito pouco foi alterado na relação colonizador-colônia. Veio o período salazarista, a partir de 1930, e foram assinados decretos de garantia dos interesses portugueses nas terras angolanas. Em 1951, Angola passa a ser denominada como província ultramarina, por determinação das Organizações das Nações Unidas. A partir dali, iniciam-se movimentos no sentido de tornar o país independente, especialmente a partir de 1956, quando surge o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA). Mas adiante, surgiu a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e a Frente Nacional pela Libertação de Angola (FNLA). Começa a luta armada pela independência angolana, com as forças militares portuguesas procurando resistir à libertação do país.

Com a Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974, que determinou o fim do regime salazarista em Portugal, as províncias ultramarinas foram gradativamente se tornando independentes. A libertação total de Angola chegou em 11 de novembro de 1975. Os três grupos que lutavam contra o domínio português passaram a lutar entre si, com cada um recebendo apoio de outros países.

Começa a guerra civil no país, que só foi interrompida com o Acordo de Bicesse. Eleições foram realizadas mas a UNITA não reconheceu a vitória do MPLA e a luta fratricida recomeçou e só se interrompeu em 2002, com a morte de Jonas Savimbi, líder da UNITA.  

 

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