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História e Geografia dos Países - Continente Europeu

 
 República Democrática do Congo
 

 

República Democrática do Congo  - (Brazzaville

Terceiro maior país em extensão no continente africano. Tem um pequeno litoral no Atlântico, e tem fronteiras ao norte com a República Centro-Africana, a leste com Uganda, Ruanda, Burundi e a Tanzânia, a leste e a sul com a Zâmbia, ao sul com Angola e a oeste com o enclave angolano de Cabinda e com o Congo. É conhecido como Congo Kinshasa para diferenciar do vizinho Congo — ou Congo-Brazzavile, tendo sido, também anteriormente conhecido como Zaire. Não se sabe exatamente a origem do topônimo do país, a não ser que no dialeto local, kongo, significa dívida ou devedor ou ainda tributário. Já a palavra zaire é derivada do vocábulo Mzaire, do dialeto local, que significa rio, por conta do Rio Congo.
O Reino do Congo foi fundado por bandos da África Oriental e por povos ribeirinhos do Nilo, no século XIV. Diz a tradição oral ter sido fundado por Nimi a Lukeni, manikongo "senhor do Congo", em dialeto local, rei por autoridade divina, segundo os nativos. Este antigo reino era dividido em seis províncias, governadas por chefes designados pelo rei.
Em 1482, o português Diogo Cão avistou a foz do Rio Congo e estabeleceu relações amistosas com o manikongo. Em 1489, uma embaixada congolesa foi enviada a Lisboa e, no ano seguinte, pedreiros e artesãos portugueses foram enviados à capital do reino (que se localizava onde hoje é o enclave de Cabinda) para construir em pedra novas edificações. No ano de 1491, missionários lusitanos conseguiram converter o manikongo Nzinga Nkuwu, batizando-o com o nome de João I. O rei tentou converter os súditos, mas foi rechaçado e teve inclusive que renegar publicamente a nova fé. Todavia, seu filho foi batizado como Afonso I e o sucedeu no trono, em 1507. Este conseguiu introduzir hábitos europeus em seu reino e até mesmo construiu igrejas na capital, cujo nome ele mudou para São Salvador. Seu filho foi enviado a Liboa, e se sagrou bispo de Útica, em 1521.
Mesmo com a conversão, os reis ou manikongos se tornaram fornecedores de escravos para traficantes portugueses. As relações entre os dois reinos só azedaram quando Afonso I tentou se relacionar diretamente com o Vaticano, sem a tutela da igreja portuguesa.
No século XVI, Angola ganhou a preferência de Lisboa nas relações comerciais. Mas deste Século até o XIX, o Congo foi a grande reserva de escravos levados para o continente americano.
A partir de 1840, o missionário britânico David Livingstone fez várias expedições à África Central, tendo inclusive estado em território congolês. Em 1871, o explorador Henry Molton Stanley juntou-se a ele e completou o reconhecimento da bacia do Congo. Em 1878, Stanley fundou entrepostos comerciais no Rio Congo, por ordem do rei belga Leopoldo II. Na Conferência de Berlim, em 1885, que dividiu a África entre as potências européias, Leopoldo II recebeu o território como propriedade pessoal. Em 1908, o Estado Livre do Congo deixou de ser propriedade da Coroa e tornou-se colônia da Bélgica, com o nome de Congo Belga.
O movimento nacionalista teve início após a II Guerra Mundial, sob liderança de Patrice Lumumba. Em 30 de junho de 1960, o Congo conquistou sua independencia com o nome de República do Congo - em 1964 seria acrescentado o adjetivo "democrática". Lumumba assumiu como primeiro-ministro e Joseph Kasavubu, a Presidência. Meses depois, o presidente, tentando dar um golpe de Estado, demitiu o primeiro-ministro, prendeu-o e o transferiu para Katanga, onde foi assassinado por mercenários belgas.
Uma série de convulsões políticas, rebeliões e guerras civis, motivadas pela disputa de poder, passaram a assolar o país. Em 1967, com a eleição de Joseph-Desiré Mobuto, o país alcançou uma breve estabilidade política. Mobuto mudou o nome do país para Zaire, nacionalizou as minas de cobre e estreitou relações com os Estado Unidos, que lhe deram suporte nas rebeliões internas que se desenrolavam no interior congolês.
Mobutu permaneceu na presidência por 30 anos, governando com mão forte e acumulando uma vasta riqueza estimada em quatro bilhões de dólares. Morreu em 1997 e o novo governo rebatizou o país com o nome de República Democrática do Congo, anunciando várias reformas políticas e econômicas.  

 

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