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Revisão de Português

 
Sintaxe - do Período

 

Sintaxe - do Período 

1. Orações subordinadas substantivas
São aquelas que desempenham a mesma função sintática do substantivo.
Os meninos observaram | que você chegou. (a sua chegada)
Subjetiva: exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
É necessário que você volte.

Objetiva direta: exerce a função de objeto direto da oração principal.
Eu desejava que você voltasse.

Objetiva indireta: exerce a função de objeto indireto do verbo principal.
Não gostaram de que você viesse.

Predicativa: exerce a função de predicativo.
A verdade é que ninguém se omitiu.

Completiva nominal: desempenha a função de complemento nominal.
Não tínhamos dúvida de que o resultado seria bom.

Apositiva: desempenha a função de aposto em relação a um nome.
Só nos disseram uma coisa: que nos afastássemos.

2. Orações subordinadas adjetivas
São aquelas que desempenham função sintática própria do adjetivo.
Na cidade há indústrias que poluem. (poluidoras)
Restritiva: é aquela que restringe ou particulariza o nome a que se refere. Vem iniciada por pronome relativo e não vem entre vírgulas.
Serão recebidos os alunos que passarem na prova.

Explicativa: é aquela que não restringe nem particulariza o nome a que se refere. Indica uma propriedade pressuposta como pertinente a todos os elementos do conjunto a que se refere. Inicia-se por pronome relativo e vem entre vírgulas.
Os homens, que são racionais, não agem só por instinto.

3. Orações subordinadas adverbiais
São aquelas que desempenham função sintática própria do advérbio.
O aluno foi bem na prova porque estava calmo. (devido à sua calma)

Causal: indica a causa que provocou a ocorrência relatada na oração principal.
A moça atrai a atenção de todos porque é muito bonita.

Consecutiva: indica a conseqüência que proveio da ocorrência relatada na oração principal.
A moça é tão bonita, que atrai a atenção de todos.

Condicional: indica um evento ou fato do qual depende a ocorrência indicada na oração principal. Se você correr demais, ficará cansado.

Comparativa: estabelece uma comparação com o fato expresso na oração principal.
Lutou como luta um bravo.

Concessiva: concede um argumento contrário ao evento relatado na oração principal.
O time venceu embora tenha jogado mal.

Conformativa: indica que o fato expresso na oração subordinada está de acordo com o da oração principal.
Tudo ocorreu conforme os jornalistas previram.

Final: indica o fim, o objetivo com que ocorre a ação do verbo principal.
Estudou para que fosse aprovado.

Temporal: indica o tempo em que se realiza o evento relatado na oração principal.
Chegou ao local, quando davam dez horas.

Proporcional: estabelece uma relação de proporcionalidade com o verbo principal.
Aprendemos à medida que o tempo passa.

4. Orações coordenadas
São todas as orações que não se ligam sintaticamente a nenhum termo de outra oração.
Chegou ao local // e vistoriou as obras.

As coordenadas podem ou não vir iniciadas por conjunção coordenativa. Chamam-se coordenadas sindéticas as que se iniciam por conjunção e assindéticas as que não se iniciam.

Presenciei o fato,

mas ainda não acredito.

or. c. assindética

or. c. sindética

As coordenadas assindéticas não se subclassificam.
As coordenadas sindéticas subdividem-se em cinco tipos:

Aditiva: estabelece uma relação de soma.
Entrou e saiu logo.

Adversativa: estabelece uma relação de contradição.
Trouxe muitas sugestões, mas nenhuma foi aceita.

Alternativa: estabelece uma relação de alternância.
Aceite a proposta ou procure outra solução.

Conclusiva: estabelece relação de conclusão.
Penso, portanto existo.

Explicativa: estabelece uma relação de explicação ou justificação. Contém sempre um argumento favorável ao que foi dito na oração anterior.
Ele deve ser estrangeiro, pois fala mal o português.

Questão de análise sintática típica dos vestibulares tradicionais:
(U. F. PERNAMBUCO) — No período “nunca pensei que ela acabasse”, a oração sublinhada classifica-se como:
a) subordinada adjetiva restritiva;
b) subordinada adjetiva explicativa;
c) subordinada adverbial final;
d) subordinada substantiva objetiva direta;
e) subordinada substantiva objetiva indireta.
(R.: D)
Questão de análise sintática típica dos vestibulares inovadores:
Esta questão coloca em jogo a combinação sintática entre duas orações e o significado resultante dela, sem exigir análise formal nem o conhecimento de nomenclatura.
(U. F. PELOTAS) — A questão da incoerência em um texto quase sempre se liga a aspectos que ferem o raciocínio lógico, a contradições entre uma passagem e outra do texto ou entre o texto e o conhecimento estabelecido das coisas.

O fragmento da entrevista concedida pela atriz e empresária Íris Brüzzi, descartada a hipótese de utilização da ironia, apresenta esse problema.
“R – Qual é o segredo para conservar sua beleza através dos tempos?
Íris – Acredito muito na beleza interior, a de fora acaba. A natureza tem sido generosa comigo. Desculpe a modéstia, mas continuo bonita.(Diário Popular, 1996)”

a) Transcreva a frase que apresenta a incoerência.
R.: “Desculpe a modéstia, mas continuo bonita.”

b) Reescreva essa frase, eliminando a incoerência.
R.: Desculpe a falta de modéstia, mas continuo bonita. ou Desculpe a imodéstia, mas continuo bonita.

 

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