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Destilação
Fenômeno natural, a destilação pode ser observada quando gotículas de água se condensam nas vidraças de janelas em dias frios.
Também a formação das chuvas constitui, de certa maneira, um processo natural de destilação.
Destilação é um processo caracterizado por uma dupla mudança de estado físico, em que uma substância, inicialmente no estado líquido, é aquecida até atingir a temperatura de ebulição, transformando-se em vapor, e novamente resfriada até que toda a massa retorne ao estado líquido.
O processo tem sido utilizado desde a antiguidade para a purificação de substâncias e fabricação de essências e óleos.
No caso da chuva, a vaporização se dá não por ebulição, mas por evaporação a baixa temperatura.
A maioria dos métodos utilizados durante o processo de purificação de misturas homogêneas baseia-se na destilação simples, que consiste na evaporação parcial da mistura líquida, a fim de separar seus componentes.
As substâncias mais voláteis, isto é, com menor ponto de ebulição, vaporizam primeiro; ao passarem por um condensador, se liquefazem, sendo finalmente recolhidas em um tanque.
Esse procedimento é válido para a purificação de líquidos com impurezas voláteis dissolvidas e para a separação de misturas cujos componentes apresentam pontos de ebulição bem diferenciados.
Quando os pontos de ebulição dos componentes de uma mistura são muito próximos, a destilação simples não permite uma boa separação, sendo necessário repetir o processo várias vezes.
Esse procedimento, denominado destilação fracionada, é muito utilizado no controle do teor alcoólico de bebidas tipo aguardente, como uísque, rum, gim e cachaça.
Além disso, constitui o processo fundamental do refino de petróleo, para obtenção de gasolina, querosene e demais derivados.
A destilação pode, também, ser realizada a seco, ou em ausência de vapor d'água, para a produção de alcatrão e carvão vegetal a partir da madeira ou da hulha.
A obtenção de nitrogênio e oxigênio gasosos a partir do ar atmosférico realiza-se por meio de destilação atmosférica.
Nesse processo, o ar atmosférico é resfriado progressivamente até a formação de uma fase líquida rica em oxigênio, que se condensa a uma temperatura superior à do nitrogênio.
A seguir, essa fase é levada à ebulição, através de um aquecimento gradual com pressão constante, sendo o vapor assim obtido proporcionalmente mais rico em nitrogênio que a mistura inicial.
Se, durante a evaporação da fase líquida, a quantidade de vapor em contato com essa fase for aumentada, impedindo que o equilíbrio entre as duas fases seja atingido, a temperatura de ebulição cresce progressivamente, enquanto o líquido se torna cada vez mais pobre em nitrogênio.
Repetindo essa operação algumas vezes, é possível obter-se um resíduo
constituído de oxigênio praticamente puro.
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