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1. (FUVEST – 2001) - Teu romantismo bebo, ó minha lua, A teus raios divinos me abandono, Torno-me vaporoso... e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. Neste excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela, de imediato, desinteresse e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a: a) aversão dos românticos à natureza b) melancolia romântica c) fuga romântica para o sonho d) tendência romântica e) ironia romântica
2. Minh’alma é triste como a rola aflita Que o bosque acorda desde o albor da aurora, E em doce arrulo que o soluço imita O morto esposo gemedora chora. A estrofe apresentada revela uma situação caracteristicamente romântica. Aponte-a. a) A morte, impregnando todos os seres e coisas, tira do poeta a alegria de viver b) O poeta recusa valer-se da natureza, que só lhe traz a sensação da morte c) O poeta atribui ao mundo exterior estados de espírito que o envolvem d) A natureza agride o poeta: neste mundo, não há amparo para os desenganos morosos e) A beleza do mundo não é suficiente para migrar a solidão do poeta
3. De acordo com a posição romântica, é correto afirmar que: a) A visão de mundo romântica é centrada no sujeito, no “eu” do escritor, daí a predominância da função emotiva na linguagem do Romantismo b) A natureza é expressiva no Romantismo e decorativa no Arcadismo c) Com a liberdade criadora implantada no Romantismo, as regras fixas do Classicismo caem e “o poema começa onde começa a inspiração e termina onde esta termina” d) Nenhuma das alternativa está correta e) Todas as alternativas anteriores estão corretas
4. Inês, no episódio Inês de Castro, da obra Os Lusíadas, de Camões, é tão idealizada quanto as virgens sonhadas em Álvares de Azevedo na primeira parte da Lira dos Vinte Anos. Por que, então, parece-nos real? a) Álvares de Azevedo traduz na subjetividade da beleza e na subjetividade do amor um novo conceito, pois deixa de situar o amor no distanciamento de uma imagem, para inseri-lo e enraizá-lo na proximidade do real e na autenticidade da vivência; já Camões, deixa-se conduzir pela imaginação adolescente e casta, fruto de experiências amorosas frustradas b) Camões traduz na subjetividade da beleza e na subjetividade do amor um novo conceito, pois situa o amor no distanciamento de uma imagem, para inseri-lo e enraizá-lo na proximidade do real e na autenticidade da vivência; já Álvares de Azevedo, deixa-se conduzir pela imaginação adolescente e casta, fruto de experiências amorosas frustradas. c) Camões traduz na subjetividade da beleza e do amor um novo conceito, pois deixa de situar o amor na aproximação de uma imagem, para inseri-lo e enraizá-lo no distanciamento do real e na autenticidade da vivência; já Álvares de Azevedo, deixa-se conduzir pela imaginação adolescente e casta, fruto de experiências amorosas frustradas. d) Camões traduz na subjetividade da beleza e na subjetividade do amor um novo conceito, pois deixa de situar o amor no distanciamento de uma imagem, para inseri-lo e enraizá-lo na proximidade do real e na autenticidade da vivência; já Álvares de Azevedo, deixa-se conduzir pela imaginação adolescente e casta, fruto de experiências amorosas frustradas e) n.d.a.
Texto para as questões 05 e 06 Namoro a Cavalo Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça Que rege a minha vida malfadada Pôs lá no fim da rua do Catete A minha Dulcinéia namorada. Alugo (três mil réis) por uma tarde Um cavalo de trote (que esparrela!) Só para erguer meus olhos suspirando À minha namorada na janela... Todo o meu ordenado vai-se em flores E em lindas folhas de papel bordado, Onde eu escrevo trêmulo, amoroso, Algum verso bonito... mas furtado.
5. O que aproxima e o que diferencia a mulher de “Namoro a Cavalo” e as mulheres da primeira parte da Lira? a) Em comum elas têm a distância, pois com nenhuma delas o poeta concretiza o amor. No entanto, as mulheres da primeira e terceira partes são etéreas e idealizadas; as da Segunda são vulgares, caem no ridículo. b) Em comum elas têm a distância, pois com nenhuma delas o poeta concretiza o amor. No entanto, as mulheres da primeira e terceira partes são vulgares, caem no ridículo; as da Segunda são etéreas e idealizadas c) Em comum elas têm a distância, pois com nenhuma delas o poeta concretiza o amor. No entanto, as mulheres da primeira e segunda partes são etéreas e idealizadas; as da terceira são vulgares, caem no ridículo d) Em comum elas têm a distância, pois com nenhuma delas o poeta concretiza o amor. No entanto, as mulheres da primeira e segunda partes são vulgares, caem no ridículo; as da terceira são etéreas e idealizadas e) Em comum elas têm a distância, pois com todas elas o poeta concretiza o amor. No entanto, as mulheres da primeira parte são etéreas e idealizadas; as das Segunda e terceira são vulgares, caem no ridículo
6. Por que a poesia acima foge dos padrões da 1ª e 3ª partes da Lira dos Vinte Anos? a) Enquanto a primeira e terceira partes apresentam poesias de tendência tipicamente ironicas, este é romantico. b) Enquanto a primeira e terceira partes são satíricos, debochando dos sentimentos, são irônicas e bem-humoradas, estes apresentam poesias de tendência tipicamente românticas c) Enquanto a primeira e terceira partes apresentam poesias de tendência tipicamente românticas, este é satírico, debochando dos sentimentos, é irônica e bem-humorada d) Enquanto a primeira parte apresenta poesia romantica, a terceira parte apresenta poesia de tendência tipicamente irônica, este é satírico, debochando dos sentimentos e bem-humorada e) n.d.a.
7. Assinale a alternativa que traz apenas características do Romantismo: a) idealismo – insatisfação – escapismo – natureza convencional – objetividade b) egocentrismo – predomínio da poesia lírica – relativismo – insatisfação – idealismo c) predomínio do sentimento – liberdade criadora – temas cristãos – natureza convencional – valores absolutos d) idealismo – religiosidade – objetividade – escapismo – temas pagãos e) egocentrismo - religiosidade - escapismo - inssatisfação
8. O texto abaixo é um fragmento do romance O Guarani, de José de Alencar: Cenário De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais, que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em seu vasto leito. Dir-se-ia que, vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde então a beleza selvática; suas ondas são calmas e serenas como as de um lago, e não se revoltam contra os barcos e as canoas que resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor. Não é neste lugar que ele deve ser visto; sim três ou quatro léguas acima de sua foz, onde é livre ainda, como o filho indômito desta pátria da liberdade. Ai, o Paquequer lança-se rápido sobre seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, deixando o pêlo esparso pelas pontas do rochedo, e enchendo a solidão com o estampido de sua carreira. De repente, falta-lhe o espaço, foge-lhe a terra; o soberbo rio recua um momento para concentrar as suas forças, e precipita-se de um só arremesso, como o tigre sobre a presa. Depois, fatigado do esforço supremo, se estende sobre a terra, e adormece numa linda bacia que a natureza formou, e onde o recebe como em um leito de noiva, sob as cortinas de trepadeiras e flores agrestes. A vegetação nestas paragens ostentava outrora todo o seu luxo e vigor; florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio, que corria no meio das arcarias de verduras e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. ........................................................ Aí, ainda a indústria do homem tinha aproveitado habilmente da natureza para criar meios de segurança e defesa. De um e outro lado da escada seguiam dois renques de árvores, que, alargando gradualmente, iam fechar como dois braços o seio do rio; entre o tronco dessas árvores, uma alta cerca de espinheiros tornava aquele vale impenetrável. (José de Alencar. O Guarani. 17. ed. São Paulo, Ática, 1992. p. 15-6) Justifique a afirmação abaixo sobre o romance O Guarani, de José de Alencar: A utilização de recursos estilísticos permite-nos dizer que o cenário criado pelo narrador manifesta o tema da integração da natureza e da cultura. a) A natureza é antropomorfizada, animizada e culturalizada. antropomorfismo: elementos da natureza vistos como seres humanos ¾ livre, soberbo, altivo, sobranceiro, filho indômito desta pátria de liberdade, escravo submisso etc. dinamicidade: atribui-se vida à natureza através de verbos que indicam movimento ¾ enroscando-se como uma serpente, se espreguiçar etc. culturalização: comparações da natureza com artefatos feitos pelo homem ¾ a bacia onde o Paquequer adormece é visto como um leito de noiva, as trepadeiras e flores agrestes, como cortinas, os galhos das árvores, como arcos etc b) A natureza é antropomorfizada, animizada e culturalizada. Antropomorfismo: comparações da natureza com artefatos feitos pelo homem ¾ a bacia onde o Paquequer adormece é visto como um leito de noiva, as trepadeiras e flores agrestes, como cortinas, os galhos das árvores, como arcos etc. Dinamicidade: atribui-se vida à natureza através de verbos que indicam movimento ¾ enroscando-se como uma serpente, se espreguiçar etc. Culturalização: elementos da natureza vistos como seres humanos ¾ livre, soberbo, altivo, sobranceiro, filho indômito desta pátria de liberdade, escravo submisso etc. c) A natureza é antropomorfizada, animizada e culturalizada. Antropomorfismo: atribui-se vida à natureza através de verbos que indicam movimento ¾ enroscando-se como uma serpente, se espreguiçar etc. Dinamicidade: elementos da natureza vistos como seres humanos ¾ livre, soberbo, altivo, sobranceiro, filho indômito desta pátria de liberdade, escravo submisso etc. Culturalização: comparações da natureza com artefatos feitos pelo homem ¾ a bacia onde o Paquequer adormece é visto como um leito de noiva, as trepadeiras e flores agrestes, como cortinas, os galhos das árvores, como arcos etc. d) A natureza é antropomorfizada, animizada e culturalizada. Antropomorfismo: elementos da natureza vistos como seres humanos ¾ livre, soberbo, altivo, sobranceiro, filho indômito desta pátria de liberdade, escravo submisso etc. Dinamicidade: comparações da natureza com artefatos feitos pelo homem ¾ a bacia onde o Paquequer adormece é visto como um leito de noiva, as trepadeiras e flores agrestes, como cortinas, os galhos das árvores, como arcos etc. Culturalização: atribui-se vida à natureza através de verbos que indicam movimento ¾ enroscando-se como uma serpente, se espreguiçar etc. e) n.d.a.
9. (FUVEST – 2001) Assim, o amor se transformava tão completamente nessas organizações*, que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião. ............ desejava; ............. amava; .............. adorava (*organizações = personalidades) Neste excerto de O Guarani, o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas sentem por Ceci. Mantida a seqüência, os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de: a) Álvaro / Peri / D. Diogo b) Álvaro / D. Diogo / Peri c) Loredano / D. Diogo / Peri d) Loredano / Álvaro / Peri e) Loredano / Peri / D. Diogo
10. Se uma lágrima as pálpebras me inunda, Se um suspiro nos seios treme ainda, É pela virgem que sonhei...que nunca Aos lábios me encostou a face linda! (Álvares de Azevedo) A característica do Romantismo mais evidente nesta quadra é: a) o pessimismo b) a idealização da mulher c) a presença do sonho d) o confessionalismo e) o espiritualismo
Gabarito Simulado de Matemática
01 - E 02 - C 03 - E 04 - D 05 - A
06 - C 07 - B 08 - A 09 - D 10 - B
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